Helô Sampaio


Foto: Pixabay/Creative Commons

Já dei pulinhos de alegria com o relaxamento das medidas da Covid no estado. Agora poderemos ir às praias para sentir o mar e respirar ar puro, visitar os amigos ou ir a restaurante ou barzinho mesmo com máscaras e tendo cuidado para manter distancia.

Poderemos, enfim, viver um pouco mais livres. Esta praga maldita da Covid fez o que nenhuma ditadura conseguiu: nos deixou presos dentro de casa (já faz mais de 16 meses), sem poder sair nem pra tomar umas ou fofocar. Uma cadeia voluntária. Se não fossem os irmãos, os livros e a televisão, eu endoidaria.

A distância com alguns parentes só era quebrada por doença, como foi o caso da minha família. Meu irmão Lula teve um problema no pé, onde teve que fazer algumas cirurgias, e precisou vir para Salvador. Daí Terezinha, minha cunhada, veio para cuidar dele, e as irmãs Carmen e Ana vieram para animar a casa. Instalou-se o conversê sem parar, o fuzuê. Os vizinhos devem estar pensando que eu montei um asilo, pelo zoadeiro.

Mas tudo que um doente precisa é sentir amor, vida, movimento e bem querer. Tanto que Lula está se recuperando bem, com a graça de Deus, e daqui mais uns dias já vai poder voltar para Ibicaraí, para alegria de Lara, Bernardo, Artur e Anita, seus bisnetinhos lindos, que estão ‘tronchos’ de saudade do ‘biso’. Os ‘molequinhos’ são umas fofurinhas. Ligam todos os dias e contam tudo dos cachorrinhos que meu irmão deixou lá. Umas gracinhas.

Voltando pra nossa casa, ainda bem que a chuva está dando uma trégua e o solzinho se apresenta ainda tímido pois estamos no que chamam de ‘inverno’ mas que não existe na nossa capital. E eu gosto disso, pois sou chegada a tempo seco, ao calor.

Quando estive em Ouro Preto (durante o inverno) ou mesmo no verão europeu em algumas regiões, quase congelei nos dois lugares quando a temperatura baixou. Para mim, era temperatura de ‘geladeira’. Eu entrava no banheiro, ligava o chuveiro quente e esperava até esquentar um pouco o ambiente e eu poder ir para debaixo d’água.

Confesso: gosto mesmo é do meu solzão acolhedor, acariciando meu corpo e trazendo alegria para minha vida.

Minha diversão agora é a Olímpiada, que veio para minimizar as aporrinhações a que estamos sujeitos a passar, como a ‘lavagem’ que o Flamengo impingiu ao meu Bahia. Quase enfarto. Cinco a zero. 5 a 0 mesmo, meu negão. Foi brincadeira, não. Pensei que estava tendo pesadelo, visagem, assombração. Não foi dois nem três, não. Foi cincão. Eu não acreditava. Tive vontade de ir lá na concentração tricolor pra dar palmadas nos cabras tudinhos. Técnico e diretoria, inclusive. Agonia maior só quando o Brasil tomou de sete na Copa do Mundo, derrota que nunca esqueci, nem digeri. Lavagem da boa, véio.

Mas vamos falar da variedade de esporte bom que rola com a Olimpíada. E nosso ‘brasuca’ não vai nos envergonhar, não. Somos respeitados em algumas modalidades e, com fé no ‘Pai’ velho, traremos algumas medalhas douradas.

Fico impressionada com a mobilidade, a capacidade, a plasticidade do corpo do ser humano. Fazem cada arte na ginástica que parecem que não têm ossos. E os pulos, os saltos, as acrobacias? Seguro o queixo achando que nós, reles mortais, somos umas tartarugas. Crendeuspadre! Parece milagre.

Por falar em milagre, resolvi levar meu irmão Lula para ir visitar e conversar com o ‘Pai Velho’, agradecer pela recuperação. A Igreja do Bonfim estava lotada, mas as pessoas mantinham o distanciamento. É sempre gratificante ir pedir a bênção ao Pai que nos protege e propicia vida com qualidade e saúde.

Vou ao Bonfim sempre que posso. Antes, ia na Lavagem, ‘tomando todas’ e mais algumas, acompanhada da ‘loira gelada’ desde a Igeja da Conceição, fazendo parada em todos os botecos do pedaço, e encerrando na casa de Sônia e Humberto, que providenciavam o táxi do retorno dos biriteiros. Agora, moça direita que fiquei, vou pura e casta só pelo amor e a devoção. O santinho deve estar estranhando. Fico pensando: será que ele sabe que é a mesma pessoa? Xápralá.

Vamos assistir a Olimpíada saboreando esta torta de chocolate deliciosa que a nossa loura linda dá a receita. É só comer e acompanhar os atletas fazendo os mesmos movimentos que não vai engordar nem uma graminha. Vamos lá: torta na boca e senta, levanta, senta levanta, come mais um pedacinho, faz flexões e dá pulinhos.

Torta de chocolate de Elíbia

Para o bolo:

-- 3 xícaras (chá) de nescau
-- 3 xicaras de farinha de trigo
-- 3 xícaras de açúcar
-- 200g de manteiga
-- uma colher (chá) de bicarbonato de sódio,
-- 3 ovos
-- uma colher (sopa) de fermento em pó
-- meia xícara (chá) de farinha de pão.

Modo de fazer

1 - Colocar todos os ingredientes numa tigela e misturar bem, agregando aos poucos três xicaras (chá) de água quente.

2 - Assar em forma untada e polvilhada com farinha de trigo, em temperatura de 180º.

3 - Fazer o teste do palito.

Para o recheio:

-- uma lata de leite condensado
-- 200ml de creme de leite
-- 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
-- uma colher (sobremesa) de manteiga
-- 50g de chocolate branco em barra, picado.

Modo de preparar

1 - Levar os quatro primeiros ingredientes ao fogo, misturando sempre, até obter o ponto cremoso.

2 - Retirar do fogo e juntar o chocolate picado. Esperar esfriar e utilizar como recheio.

Cobertura – Ganeche

-- 200ml de creme de leite aquecido
-- 300g de chocolate ao leite picado.

1 - Misturar os dois e deixar no calor do ‘banho maria’ por alguns minutos para que o chocolate derreta totalmente.

2 - Aplicar depois de frio sobre os bolos recheados.

3 - Decorar com raspas ou missangas de chocolate e morangos frescos.

Saborear agradecendo aos céus estarmos vivos, com saúde e alegria, e podendo saborear as delícias da nossa loura linda e prendada, Elíbia, minha amiga querida. Beijins carinhosos.

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