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Filipe Luís vence os 5 jogos
no comando do Mônaco

Uma das vitórias foi sobre o PSG, no Parc des Princes

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Filipe Luís venceu os cinco primeiros jogos oficiais pelo Monaco e superou o PSG em Paris. Além dos resultados, o início mostra proximidade com o elenco e capacidade de adaptar o modelo ofensivo.

Cinco jogos, cinco vitórias e sinais de que o início de Filipe Luís no Monaco começa a ser avaliado para além dos resultados.

Contratado em julho depois do trabalho no Flamengo, o treinador brasileiro abriu sua passagem pelo futebol europeu com 100% de aproveitamento e, nas primeiras semanas, teve aspectos de seu método, da relação com o elenco e da adaptação ao novo ambiente destacados pelo L’Équipe.

Filipe venceu as cinco partidas oficiais à frente do Monaco: três pela Ligue 1 e duas pela Conference League.

O resultado de maior impacto foi a virada por 2 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, no Parc des Princes. A vitória manteve o clube com três triunfos em três rodadas e na liderança do Campeonato Francês.

O recorte ainda é curto para determinar o alcance do trabalho. Mas os primeiros jogos já oferecem elementos para observar como Filipe pretende transportar para a Europa os princípios associados a seu trabalho no Brasil e, principalmente, como está disposto a modificá-los quando a partida exige outra solução.

L’Équipe destaca “firmeza suave” no método de Filipe Luís

Antes mesmo da vitória sobre o PSG, o L’Équipe havia dedicado uma reportagem ao cotidiano de Filipe Luís no Monaco. Publicado em 29 de agosto, o texto definiu sua forma de conduzir o grupo pela expressão francesa “douce fermeté”, que pode ser traduzida livremente como “firmeza suave”.

A descrição se refere a uma combinação de proximidade com os jogadores e autoridade. Segundo o jornal francês, Filipe tem presença intensa nos treinamentos, chegou ao clube com ideias definidas e mantém uma abordagem baseada no diálogo, sem deixar de cobrar atenção aos detalhes.

A adaptação ao idioma também aparece nesse processo. Filipe, que já fala português, espanhol e inglês, começou a utilizar o francês em algumas intervenções públicas e afirmou em sua apresentação que pretendia avançar no aprendizado da língua.

O movimento ajuda a dimensionar uma mudança que não é apenas tática. Embora tenha passado grande parte da carreira como jogador no futebol europeu, Filipe vive no Monaco sua primeira experiência como treinador de uma equipe do continente.

Monaco apostou em treinador identificado com futebol ofensivo

Quando anunciou Filipe Luís, em julho, o Monaco apresentou um treinador fortemente associado à posse de bola, pressão alta e comportamento ofensivo.

O brasileiro assinou contrato até junho de 2028. Em sua primeira entrevista coletiva, falou sobre a ambição do clube e apresentou a intenção de construir uma equipe capaz de jogar de forma agressiva, pressionar o adversário e controlar as partidas.

Era uma identidade coerente com o trabalho que o havia projetado como treinador no Flamengo.

Os primeiros jogos, porém, começaram a indicar que esses princípios não significam a utilização de uma única fórmula diante de qualquer adversário.

A demonstração mais clara ocorreu justamente no compromisso de maior dificuldade até agora.

Contra o PSG, Monaco abandona domínio da bola e adapta pressão

O Monaco venceu o PSG por 2 a 1 no Parc des Princes mesmo passando longos períodos sem controlar a posse de bola.

O plano inicial, segundo Filipe Luís, era pressionar a equipe parisiense em zonas altas. O PSG, porém, encontrou maneiras de escapar dessa pressão, o que levou o Monaco a alterar sua organização durante a partida.

Em vez de insistir permanentemente em uma marcação alta, a equipe passou a aceitar momentos em bloco médio e baixo. A mudança permitiu ao Monaco defender em zonas mais recuadas e buscar outras maneiras de competir quando não conseguia recuperar a bola perto da área adversária.

Depois do jogo, Filipe ressaltou a necessidade de coragem para executar o plano e valorizou a capacidade de seus jogadores de responder às exigências apresentadas durante o confronto.

A partida acrescentou, assim, uma dimensão importante à avaliação de seu início no clube. O treinador contratado com uma proposta de domínio pela posse e pela pressão mostrou disposição para reduzir o protagonismo com a bola quando as características do adversário tornaram essa abordagem menos eficiente.

Isso não representa necessariamente uma ruptura com os princípios apresentados em sua chegada. O jogo em Paris sugere, ao menos nesse estágio inicial, que Filipe pretende adaptar a forma de executá-los às circunstâncias da partida.

Relação com o elenco 

A proximidade com os jogadores é outro aspecto mencionado nas primeiras semanas de Filipe Luís no Monaco.

Após a vitória sobre o PSG, Flávio Nazinho elogiou o trabalho do treinador e indicou adesão do grupo às orientações da comissão técnica. A avaliação do jogador se aproxima da descrição publicada anteriormente pelo L’Équipe, que havia destacado diálogo, presença constante e atenção aos detalhes no cotidiano de treinamentos.

O próprio Filipe, depois da partida em Paris, definiu uma parte de seu papel como a tentativa de extrair o máximo dos atletas e ajudá-los a evoluir diariamente.

Cinco vitórias nos cinco primeiros jogos oficiais

O retrospecto ajuda a explicar a atenção sobre o começo do brasileiro.

Pela Ligue 1, o Monaco venceu Le Havre, Olympique de Marseille e Paris Saint-Germain nas três primeiras rodadas sob o comando de Filipe Luís.

Na Conference League, superou o Górnik Zabrze nos dois jogos do confronto classificatório.

A sequência muda o ponto de partida da avaliação sobre Filipe. Na chegada, uma das principais dúvidas era como um treinador ainda jovem, apesar do sucesso obtido no Brasil, responderia ao primeiro trabalho como técnico na Europa. Depois dos cinco primeiros compromissos, a questão passa também a ser por quanto tempo o desempenho e os resultados poderão ser sustentados.