Política

Deputada afirma que Michelle Bolsonaro concorrerá ao Senado

Bia Kicis diz que Michelle Bolsonaro aceitou disputar o Senado pelo DF

Michelle Bolsonaro
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Bia Kicis afirmou que Michelle Bolsonaro aceitou disputar o Senado pelo Distrito Federal em 2026. O anúncio ocorreu em evento em Brasília, mas Michelle ainda não havia confirmado publicamente a decisão. A candidatura dependeria da convenção do PL, em chapa apoiada pela governadora Celina Leão, com Bia como aliada política.

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou nesse sábado (1º de agosto), que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aceitou disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026.

O anúncio foi feito por Bia durante o lançamento de sua própria pré-candidatura, no Parque da Cidade, em Brasília. Até a manhã deste domingo (2), Michelle ainda não havia confirmado publicamente a decisão.

“Michelle Bolsonaro anuncia que ela é, sim, pré-candidata ao Senado pelo PL do Distrito Federal. Acabou a dúvida, acabou o mistério, nós caminharemos juntas”, declarou Bia.

A articulação prevê que Michelle e Bia disputem pelo PL as duas vagas do Distrito Federal no Senado. As candidaturas devem integrar a aliança liderada pela governadora Celina Leão (PP), que pretende concorrer à reeleição.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e Celina participaram do evento de Bia. A composição ainda precisa ser aprovada na convenção partidária marcada para as 17h deste domingo.

As convenções são a etapa em que partidos e federações escolhem formalmente seus candidatos e deliberam sobre coligações. Depois disso, as candidaturas ainda precisam ser registradas na Justiça Eleitoral.

Michelle dizia que ainda avaliava candidatura

Até a véspera do anúncio de Bia, Michelle afirmava que não havia decidido se participaria da eleição. Após uma reunião com Bia e Valdemar na sexta-feira (31 de julho), ela disse que conversaria com o ex-presidente Jair Bolsonaro e que os cuidados com o marido continuavam sendo sua prioridade.

Michelle também deverá participar da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto. A convenção poderá marcar o primeiro encontro público dos dois após o conflito familiar e político ocorrido em junho.

Conflito com Flávio ampliou indefinição

Em vídeo divulgado em 24 de junho, Michelle afirmou ter sido maltratada, desrespeitada e humilhada pelo enteado. A declaração ocorreu em meio a divergências sobre alianças eleitorais do PL no Ceará e sobre o espaço destinado a candidaturas femininas.

Flávio negou ter humilhado Michelle e pediu desculpas pelo desgaste público. Posteriormente, afirmou que já não mantinha contato com a madrasta e disse não ter compreendido por que ela tornou as acusações públicas.

Em 30 de junho, Michelle deixou a presidência nacional do PL Mulher, função que exercia desde 2023. Segundo informações publicadas pela Gazeta do Povo, ela também comunicou a Valdemar que não pretendia concorrer ao Senado.

A possibilidade de afastamento da ex-primeira-dama provocou preocupação entre dirigentes do PL, que avaliavam que sua saída poderia enfraquecer a chapa do Distrito Federal e a campanha presidencial de Flávio. De acordo com a Gazeta, Celina Leão e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) atuaram para convencê-la a reconsiderar a decisão.

Caso Michelle mantivesse a desistência, o plano alternativo discutido pelo partido era lançar o senador Izalci Lucas (PL-DF) à reeleição ao lado de Bia Kicis.