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Sala do Coro do TCA mostra 'Idas e Vindas Secas' até o final de outubro

O espetáculo estreia em 9 de outubro e os ingressos custam R$ 40 e R$ 20

Foto: Lucas Malkut | Divulgação
A figura dos retirantes ganha uma dimensão contemporânea
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"Idas e Vindas Secas", inspirado em "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, estreia em 9 de outubro na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, em Salvador. A montagem usa a palhaçaria para abordar desigualdade, fome e exclusão. Os ingressos custam R$ 40 e R$ 20.

O espetáculo “Idas e Vindas Secas” abre nesta quinta-feira (1º de outubro), às 14h, as vendas de ingressos para a temporada na Sala do Coro do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador.

As entradas estarão disponíveis na bilheteria física do teatro e pela plataforma Sympla, por R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada).

A estreia será em 9 de outubro.

Realizada pela Cia Buffa de Teatro e pela SouZ Produção e Gestão Cultural, a montagem tem direção e dramaturgia de Joice Aglae e produção de Juliana Monique. As apresentações ocorrem às sextas-feiras, sábados e domingos, às 20h, até 31 de outubro.

O espetáculo integra a 21ª edição do TCA.Núcleo de Teatro, programa do Teatro Castro Alves voltado à residência artística e à criação de obras inéditas. Após a temporada em Salvador, a montagem seguirá para circulação pelo interior da Bahia.

“Vidas Secas” como ponto de partida

Inspirado no romance “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, publicado em 1938, “Idas e Vindas Secas” não pretende fazer uma adaptação literal da obra.

O livro serve como ponto de partida para uma investigação cênica que leva para o palco sua atmosfera, seus silêncios e personagens simbólicos por meio de uma dramaturgia física e imagética.

Na montagem, o sertão se transforma em picadeiro, e a palhaçaria é utilizada para abordar temas como desigualdade, fome, exclusão, perda de território, exploração do trabalho, silenciamento e dificuldade de se fazer ouvir.

“Montar um espetáculo inspirado em Vidas Secas é revisitar o Brasil nordestino mais profundo, mas também o mundo contemporâneo. A seca como fenômeno natural se perpetua por muitos sertões e o desafio climático do atual aquecimento global nos aponta para um retorno a esta crise mundial da água. Mas, também, nos tempos atuais, a aridez pode ser do solo, do corpo físico, do corpo social e de nossa capacidade emocional de empatia”, afirma a diretora Joice Aglae.

A figura dos retirantes também ganha uma dimensão contemporânea. A montagem relaciona o deslocamento dos personagens à busca por terra, direitos, afeto e condições de existência.

Nesse contexto, segundo a concepção do espetáculo, o riso não funciona como negação da tragédia, mas como forma de enfrentamento.

“O palhaço e a palhaça não se abalam pela derrota, ao contrário, a derrota o/a impulsiona para uma nova tentativa e possibilidade”, diz Joice.

Formação e criação

A construção de “Idas e Vindas Secas” começou em julho, com oficinas formativas e audições de atrizes e atores para a composição do elenco. Foram oferecidas oficinas gratuitas de figurino, cenário, iluminação, produção e direção nos espaços do Complexo do Teatro Castro Alves.

Ao final desse processo, ao menos um assistente de cada área foi selecionado para integrar a equipe do projeto. A iniciativa faz parte da proposta do TCA.Núcleo de Teatro de articular criação, pesquisa, formação e circulação nas artes cênicas.

A produtora executiva Juliana Monique destaca a importância da estrutura técnica e profissional do TCA para o desenvolvimento da montagem.

“Acessar o Complexo TCA torna a experiência completa e incrível, ao receber todo suporte humano e estrutural necessário para criar, co-criar e desenvolver cada etapa do processo de uma montagem complexa com pessoas engajadas em colocar na cena um bem cultural, que percorre todos os campos criativos e técnicos”, afirma.

Segundo a produtora, o processo também contribuiu para a formação de um coletivo que deverá levar o trabalho desenvolvido no TCA ao público de Salvador e do interior da Bahia.

O Centro Técnico do TCA participa desse processo ao integrar profissionais e estrutura técnica às diferentes etapas da criação do espetáculo.

A cenografia e os adereços são assinados por Letícia Mello e Lucas Oliveira. O figurino é de Agamenon de Abreu; a iluminação, de Milena Pitombo; e a direção musical e preparação vocal, de Elis Barros.

O elenco é formado por Ana Tereza Mendes, Alice Cunha, Flora Rocha, Jell Oliveira, Lineu Gabriel, Luana Coelho, Saulus Bomfim, Theo Charles e Uerla Cardoso.

“Idas e Vindas Secas” também foi contemplado nos editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura.

Anote

Datas: 9, 10, 11, 16, 17, 18, 23, 24, 25, 30 e 31 de outubro de 2026
Horário: 20h
Local: Sala do Coro do Teatro Castro Alves, Campo Grande, Salvador
Entrada: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)