Adiberto de Souza

Eleições ao Senado são incógnita

Quem apostar neste ou naquele pré-candidato a senador pode ficar sem o dinheiro

O número de pré-candidatos às duas vagas para o Senado transformou a disputa numa grande incógnita.

Só do lado governista são quatro, que concorrem com cinco oposicionistas.

Como a maioria tem chance de se eleger, é temerário cravar qual deles terá mais votos, pois até outubro muita água passará por debaixo da ponte.

Não se surpreenda se o time da situação repetir o que ocorreu em 2018, quando lançou quatro concorrentes ao Senado e não elegeu ninguém.

Naquele ano, o neófito Alessandro Vieira (MDB) e Rogério Carvalho (IPT) derrotaram os governistas André Moura (União), Jackson Barreto (MDB), Antônio Carlos Valadares (PSB) e Pastor Heleno (PRB).

Agora, além de enfrentarem fortes adversários da oposição, os quatro postulantes do governo não se entendem.

Alessandro não fala com André e ambos não votam em Rogério, que não morre de amores pelos dois.

Já Edvaldo Nogueira (PDT) reza pelo fracasso dos três, pois eles o enxergam como um obstáculo a ser vencido.

Por sua vez, a oposição também está rachada: Rodrigo Valadares (PL) quer distância de Eduardo Amorim (Republicanos) e de André David (Republicanos) e os três querem ver Iran Barbosa (PSOL) pelas costas.

Portanto, diante dessa corda de caranguejos, quem apostar neste ou naquele pré-candidato a senador pode ficar sem o dinheiro. 

Home vôte!

Cadê o dinheiro?

Logo após as convenções, a grande maioria dos candidatos a deputado estadual e federal vai perceber que o sonho da eleição é bem mais distante do que eles imaginam. Estes suplicantes cairão na real ao serem informados que o dinheiro do milionário Fundo Eleitoral é pra poucos. Só os medalhões dos partidos vão botar as mãos nessa grana, tão importante para custear uma campanha. Ao constatarem essa triste realidade, muitos candidatos descapitalizados e sem apoio das legendas vão desistir da empreitada. Para eles, será mais vantajoso virar cabos eleitorais bem remunerados dos pretendentes com bala na agulha. Então, tá!

Briga com pesquisas

As pesquisas eleitorais divulgadas em Sergipe estão tirando o sono de certos pré-candidatos. Com baixa intenção de votos, estes postulantes a cargos eletivos resolveram brigar com as consultas populares, tidas por eles como inverídicas e feitas por encomenda de quem aparece na frente. Os insatisfeitos juram que lideram a pré-campanha, embora não apresentem dados comprovando o que dizem. Em vez disso, preferem desacreditar as pesquisas registradas na Justiça Eleitoral, sob o argumento de que elas não refletem a voz rouca das ruas. Aff Maria!

Estranho mistério

A defesa do servidor César Dias, lotado na Secretaria da Educação de Aracaju, garante que os R$ 240 mil apreendidos pela polícia no carro dele têm origem lícita e que a legalidade da grana será comprovada. Ora, se está tudo em ordem com os pacotes de caraminguás apreendidos em poder de César Dias por que a defesa não acaba logo o mistério, em vez de deixar para comprovar isso “no curso das investigações”? Aliás, se tem como provar que a origem do dinheiro é lícita, a defesa do suplicante deveria ajudar a polícia, que apura se o “dindim” é fruto de caixa dois para ser usado na campanha eleitoral. Marminino!

Exige apuração

A deputada estadual Linda Brasil (PSOL) defendeu rigorosa apuração sobre a apreensão de R$ 240 mil no carro do servidor comissionado da Secretaria da Educação de Aracaju, César Dias. A parlamentar destacou que as linhas de investigação apontam para suspeitas de contratos superfaturados e a cobrança de propina de empresários para a liberação de pagamentos devidos. Segundo Linda, “o mais revoltante é que o dinheiro que supostamente abastecia esse esquema ilícito é o mesmo que falta na merenda escolar, na infraestrutura das salas de aula, no transporte dos estudantes e na valorização dos profissionais de ensino, que lutam diariamente por uma educação digna”. Arre égua!

Novo vereador

A Câmara Municipal de Aracaju empossou, ontem, o arquiteto e urbanista Avilé Dantas (PP) como vereador. Primeiro suplente da legenda, o distinto assume a vaga de Levi Oliveira (PP), que se licenciou do mandato por interesse particular pelo período de 121 dias, sem remuneração. Nas eleições de 2024, Avilé Dantas recebeu 1.798 votos. Arquiteto, urbanista, consultor imobiliário e empreendedor, ele possui 21 anos de atuação na Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb). Pois tá!

O mundo dá voltas

Quem ver o pré-candidato a governador Valmir de Francisquinho (Republicanos) de braços dado com o ex-governador Belivaldo Chagas (Pode) nem imagina que ambos já trocaram farpas. Em 2022, ao ser impedido pela Justiça de disputar o governo, Valmir acusou Chagas de atuar por trás do processo para torná-lo inelegível. Em seu estilo bateu levou, Belivaldo disse à época que “esse chororô para lá e pra cá de derrotado é natural, depois passa”. Pelo visto passou, pois Francisquinho bateu à porta do ex-governador para pedir apoio, além de ter convidado para ser sua candidata a vice justamente Priscila Felizola, que vem a ser filha do “Galeguinho”. Só Jesus na causa!

Armazém político

Não é exagero comparar o Congresso a um armazém de secos e molhados. Assim como os bem sortidos empórios, o legislativo brasileiro oferece políticos para todos os gostos e bolsos. O governo federal vive fazendo “carinho” e distribuindo “mimos” a muitos congressistas para que estes votem a favor de seus projetos. Diferente do armazém, onde quem paga a conta é o freguês, no Congresso a custosa “compra” feita pelo Executivo é custeada pelo povo. Tomara que esta vergonhosa venda de votos por muitos deputados e senadores sirva de lição aos eleitores, a quem cabe puni-los nas urnas em outubro próximo. Deus é mais!

Tiro no escuro

Ao contrário do que pensam os mais avexado, as eleições para o governo de Sergipe seguem completamente indefinidas. Diferente do que dizem algumas pesquisas, o quadro mudará quando as candidaturas majoritárias forem homologadas nas convenções e a campanha começar de fato. Ou seja, a despeito do que pensam os apressadinhos, a disputa vai ser acirrada e, até as eleições, muita água passará por debaixo da ponte. Portanto, afirmar agora que fulano, cicrano ou beltrano já estão eleitos é tão incerto quanto atirar no escuro. Misericórdia!

Bem na fita

Sergipe tem o maior salário médio do Nordeste. Segundo o IBGE, os trabalhadores assalariados no estado receberam, em média, R$ 3.167,43 por mês em 2024. O Distrito Federal tem a maior média salarial do país, com remuneração equivalente a 4,1 salários mínimos por mês. Na outra ponta, Alagoas registrou a menor remuneração média do Brasil, com R$ 2.720,88, seguida por Ceará (R$ 2.924,00) e Paraíba (R$ 2.969,49). O estudo também mostra que a diferença salarial entre homens e mulheres permanece no mercado formal. Em 2024, os homens receberam, em média, R$ 4.206, enquanto as mulheres tiveram rendimento médio de R$ 3.608,04. Ah, bom!

Vandalismo lamentável

Um homem invadiu a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, na cidade de Monte Alegre de Sergipe e destruiu várias imagens de santos. A polícia está investigando este lamentável ato de vandalismo, mas ainda não sabe o que teria levado o cidadão destruir as imagens. A população de Monte Alegre ficou chocada com tamanha barbaridade. A Diocese de Propriá manifestou “seu mais veemente repúdio ao ato de vandalismo e profanação ocorrido na Igreja Matriz da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Monte Alegre de Sergipe”. Segundo a nota assinada pelo bispo Dom George Muniz, esse crime “fere não apenas um patrimônio material, mas também a fé e a liberdade religiosa”. Creinsdeuspai!

Risco zero

De um bebinho, num boteco imundo de Aracaju: “Junho é o mês preferido da classe política. É que as festas juninas permitem ao político ficha suja participar de quadrilhas sem correr o risco de ser preso em flagrante. Cruz-credo!