Cidade

Baile da Cidade celebra
os 477 anos de Salvador

O evento reúne apresentações musicais, atividades culturais e ações voltadas à economia criativa

Foto: Lucas Moura | Secom
Orquestra Fred Dantas
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O Baile da Cidade acontece nesta quinta (26), no Campo Grande, com orquestras e entrada gratuita, celebrando os 477 anos de Salvador. O Festival da Cidade também inclui feira de artesanato e espetáculos teatrais, promovendo cultura, turismo e economia criativa em diversos espaços públicos.

O tradicional Baile da Cidade será realizado nesta quinta-feira (26), no Largo do Campo Grande, como parte da programação gratuita do Festival da Cidade 2026, que celebra os 477 anos de Salvador, comemorados em 29 de março.

A programação musical do Baile da Cidade se estende ao longo da tarde e da noite, com a proposta de recuperar a tradição dos antigos bailes populares e aproximar diferentes gerações por meio da música executada por orquestras.

A abertura será feita pela Orquestra de Câmara de Salvador (OCSal), sob a regência do maestro Ângelo Rafael, com apresentação prevista entre 16h30 e 17h30. Logo depois, das 17h45 às 18h45, a Orquestra Fred Dantas assume o palco com repertório que combina elementos tradicionais e contemporâneos.

Mais tarde, das 20h15 às 21h15, a Orquestra Zeca Freitas mantém o clima de baile com músicas voltadas à dança. O encerramento ficará sob responsabilidade da Orquestra Sérgio Benutti, que se apresenta das 21h30 às 22h30, marcando o último momento da celebração.

O maestro Fred Dantas destaca que, em décadas passadas, os bailes eram frequentes em Salvador, com apresentações realizadas regularmente nos fins de semana. Segundo ele, o evento busca recuperar essa tradição e prestar homenagem à capital baiana.

"O Baile da Cidade resgata uma tradição muito importante. Sempre defendo a presença da palavra ‘orquestra’ no calendário cultural de Salvador, porque ela representa os grandes conjuntos populares. Existe uma diferença entre a música erudita e as orquestras populares de sopro, como as filarmônicas, que atuam em eventos cívicos, procissões e até no Carnaval. Mas, em Salvador, as orquestras também eram instituições de entretenimento", explica.

De acordo com o maestro, a apresentação será dividida em momentos distintos, incluindo repertório mais animado, com músicas voltadas à dança livre, como o axé orquestrado, além de trechos mais tradicionais voltados à dança de salão. "E essa é uma parte linda, porque a gente vê apresentações incríveis dos dançarinos. Eu mesmo fico impressionado. Já vi casais com mais de 80 anos dançando com uma elegância que emociona", afirma.

O acesso gratuito é apontado como um dos principais diferenciais do evento, permitindo a participação de públicos diversos. Segundo Dantas, a iniciativa também contribui para o fortalecimento do comércio local e amplia a ocupação dos espaços públicos.

"O acesso gratuito democratiza a cultura. Muitas vezes, as pessoas querem ir a um evento, mas, quando somam ingresso, alimentação e bebida, o custo fica inviável. No Campo Grande, a lógica é outra. A pessoa pode consumir de forma mais acessível e ainda ajudar o comércio popular, quem vende acarajé, bebidas e lanches. Isso movimenta a economia local e permite que mais gente participe. É o povo ocupando o espaço público", completa.

Além das apresentações musicais, a Praça Dois de Julho também recebe a XIII Semana do Artesão Adaba, que ocorre entre esta quarta-feira (25) e o domingo (29). O evento reúne artesãos e produtores de diferentes regiões da Bahia, com exposição de produtos e peças autorais.

O Campo Grande também será palco do projeto Teatro para Todos, realizado de sexta-feira (27) a domingo. A programação inclui espetáculos como "Buraquinhos ou o vento é inimigo do picumã", "Dandara na Terra dos Palmares", "Namíbia, Não!", "Infinito" e "Candomblé da Barroquinha".

O Festival da Cidade 2026 é promovido pela Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), da Fundação Gregório de Mattos (FGM) e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). A programação ocorre em diversos bairros e espaços públicos, com atividades voltadas à valorização cultural, ao turismo e à economia criativa.