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Mais de 80 pessoas morrem após inundação de rio no Texas (EUA)

Enchente do rio Guadalupe deixa mais de 40 pessoas desaparecidas

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Enchentes no Texas entre 4 e 6 de julho deixaram ao menos 83 mortos e 41 desaparecidos, com impacto grave em Kerr County e no Camp Mystic. Causadas por chuvas intensas e falhas nos alertas, a tragédia mobilizou resgates e resposta federal. Moradores exigem melhorias em sistemas de alerta e infraestrutura.

As enchentes que atingiram o estado do Texas entre os dias 4 e 6 de julho provocaram uma tragédia sem precedentes na região conhecida como Texas Hill Country, deixando pelo menos 83 mortos e mais de 41 desaparecidos, segundo autoridades locais e federais.

A inundação mais letal ocorreu no condado de Kerr, onde o rio Guadalupe transbordou de forma abrupta, levando destruição a cidades, acampamentos e áreas residenciais.

Um dos locais mais atingidos foi o Camp Mystic, um tradicional acampamento cristão para meninas, situado às margens do rio Guadalupe.

Durante a madrugada do dia 5 de julho, as águas subiram mais de seis metros em menos de duas horas, arrastando instalações inteiras e deixando ao menos 28 crianças mortas. Onze meninas e uma monitora ainda estão desaparecidas. O diretor do acampamento, Dick Eastland, também perdeu a vida tentando resgatar as jovens.

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS, na sigla em inglês), a tragédia foi causada por chuvas intensas e localizadas, que chegaram a acumular entre 300 e 500 milímetros em poucas horas.

O fenômeno foi agravado pelos remanescentes da tempestade tropical Barry, que atingiram o centro do estado em um período de solo seco e compactado — condição típica da região que facilita enchentes repentinas.

A elevação do nível do rio foi tão rápida que os sistemas de alerta não conseguiram responder a tempo. De acordo com o The Wall Street Journal, muitas das vítimas estavam dormindo quando os avisos foram emitidos.

Em Kerr County, onde ocorreu o maior número de mortes (68), moradores relataram a ausência de sirenes de emergência. Especialistas apontam que cortes recentes no orçamento da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e na equipe do NWS comprometeram a capacidade de previsão e resposta do sistema de meteorologia.

Mais de 850 pessoas foram resgatadas por equipes de emergência que usaram barcos, helicópteros e até drones para alcançar áreas isoladas. Um dos heróis reconhecidos foi Scott Ruskan, membro da Guarda Costeira dos EUA, que salvou sozinho mais de 160 pessoas no Camp Mystic.

A resposta federal foi rápida. O presidente Donald Trump declarou estado de desastre em 10 condados texanos, liberando recursos da FEMA (Agência Federal de Gerenciamento de Emergências) e mobilizando a Guarda Nacional. Em visita à região, Trump prometeu acelerar a liberação de ajuda financeira às famílias afetadas e reforçar os sistemas de alerta e infraestrutura crítica.

A distribuição das mortes até o momento é a seguinte: Kerr County (68), Travis (6), Burnet (4), Kendall (2), Williamson (2) e Tom Green (1). A tragédia já é considerada uma das mais letais da história do estado desde 1925. Com o solo ainda saturado e novas chuvas previstas para os próximos dias, autoridades reforçam o alerta de risco de novos deslizamentos e inundações.

Moradores, especialmente os afetados pela tragédia em Camp Mystic, pedem justiça e melhorias urgentes nos sistemas de alerta. Líderes comunitários exigem a instalação de sirenes em áreas de risco e mais investimentos em previsão meteorológica. O Congresso estadual deve votar nas próximas semanas propostas de reforço à defesa civil e à estrutura de acampamentos escolares em regiões vulneráveis.

À medida que as buscas continuam, o estado do Texas entra em luto, enfrentando uma tragédia que expõe fragilidades na gestão de riscos climáticos e desafia a resiliência das comunidades locais.

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Esta matéria foi redigida com a ajuda de Inteligência Artificial