Bahia / Economia

Bahia tem produção recorde
de ovos pelo sexto ano seguido

Estado produziu 134,1 milhões de dúzias em 2025, segundo o IBGE

Foto: Seagri
Eunápolis, no extremo sul da Bahia, liderou a produção estadual em 2025, com 28,1 milhões de dúzias
Leia Mais Rápido
A Bahia produziu 134,1 milhões de dúzias de ovos em 2025, recorde histórico segundo dados divulgados pela Seagri com base no IBGE. O valor da produção alcançou R$ 879,9 milhões, alta de 18,7%. Eunápolis liderou o ranking estadual, enquanto iniciativas sanitárias e de apoio à agricultura familiar integram a agenda do setor.

A produção de ovos de galinha na Bahia alcançou 134,1 milhões de dúzias em 2025, o maior volume da série histórica da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), o resultado marcou o sexto ano consecutivo de crescimento da atividade no estado.

O valor da produção também avançou, chegando a R$ 879,9 milhões, aumento de 18,7% em relação a 2024. O indicador representa o valor econômico dos ovos produzidos, não necessariamente o faturamento efetivamente recebido pelos produtores.

A Bahia ocupa a 12ª posição no ranking nacional, com participação de 2,3% na produção brasileira, estimada em 5,7 bilhões de dúzias em 2025. Os números foram divulgados no período do Dia Mundial do Ovo, celebrado em 9 de outubro.

Embora os indicadores apontem expansão da atividade, os dados apresentados não permitem determinar quanto do aumento do valor da produção decorreu da maior quantidade de ovos e quanto esteve associado à variação dos preços recebidos pelos produtores.

Eunápolis concentra um quinto da produção baiana

Eunápolis, no extremo sul da Bahia, liderou a produção estadual em 2025, com 28,1 milhões de dúzias. O volume representa aproximadamente 21% do total produzido no estado.

Barreiras, no oeste baiano, e Entre Rios, no litoral norte, aparecem nas posições seguintes. Glória também se destacou, com crescimento de 27,7% no volume produzido, alcançando a quarta posição no ranking estadual.

A distribuição da produção entre municípios de diferentes regiões evidencia a presença da avicultura de postura em distintas áreas da economia rural baiana.

Defesa sanitária é prioridade para o setor

A prevenção de doenças está entre os principais desafios da avicultura. Na Bahia, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Seagri, executa ações previstas no Programa Nacional de Sanidade Avícola.

As atividades incluem vigilância epidemiológica, fiscalização, inspeção sanitária e medidas de prevenção e controle de enfermidades que podem comprometer os plantéis.

Uma das prioridades é o monitoramento da influenza aviária, doença que representa riscos à produção e à comercialização de produtos avícolas.

O secretário estadual da Agricultura, Vivaldo Góis, afirma que a vigilância sanitária é essencial para preservar a competitividade da atividade. Segundo ele, o trabalho de prevenção realizado pela Adab busca impedir a ocorrência de focos da doença no estado.

As iniciativas sanitárias integram as políticas de apoio ao setor, embora os dados apresentados não permitam estabelecer uma relação direta entre essas ações e o crescimento da produção registrado em 2025.

Agricultura familiar recebe incentivo à produção de ovos

O governo estadual também desenvolve iniciativas voltadas à criação de galinhas caipiras por agricultores familiares e comunidades tradicionais.

Uma delas é o edital Galinha Caipira da Bahia, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), por meio do projeto Bahia que Produz e Alimenta, com ações previstas para 2025 e 2026.

A proposta prevê a formação de Alianças Produtivas com organizações da agricultura familiar, buscando fortalecer a organização da produção e ampliar as oportunidades de comercialização.

O projeto contempla a articulação com a Associação Baiana de Avicultura (ABA) e outros integrantes da cadeia produtiva.

As iniciativas procuram ampliar a participação de pequenos produtores no mercado de aves e ovos, mas o material divulgado não informa quantas famílias já foram beneficiadas nem apresenta resultados econômicos alcançados pelo programa.

O desempenho registrado em 2025 coloca em evidência a expansão da produção de ovos na Bahia. A continuidade desse crescimento dependerá de fatores como condições sanitárias, custos de produção, preços de comercialização e capacidade de acesso aos mercados.