Bahia

Conheça 13 setores em que a
Bahia é número 1 no Brasil

Entre os casos mais claros estão o vanádio, a produção de sisal e a energia eólica

Do subsolo aos ventos, a Bahia lidera

A Bahia ocupa posições de liderança ou exclusividade no Brasil em atividades que vão da mineração e da agricultura à geração de energia, indústria e produção científica.

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Bahia é a única produtora brasileira de vanádio - Na mineração, uma das posições mais singulares é a produção de vanádio. O Sumário Mineral Brasileiro 2025, da Agência Nacional de Mineração (ANM), registra a Bahia como o único estado produtor do mineral no país.

Em 2024, a produção brasileira beneficiada chegou ao equivalente a 11.279 toneladas de V?O? contido. A operação está localizada em Maracás, no centro-sul baiano.

O vanádio possui aplicações industriais, principalmente na produção de ligas metálicas, e ganhou importância também pelas possibilidades de utilização em tecnologias de armazenamento de energia.

A posição da Bahia é confirmada pelo levantamento nacional da ANM, publicação anual que acompanha o desempenho das principais substâncias minerais produzidas no Brasil.

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Caetité concentra a mineração brasileira de urânio

Outra exclusividade está em Caetité, no sudoeste do estado. A Unidade de Concentração de Urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) reúne as atividades de mineração e beneficiamento do minério na Província Uranífera de Lagoa Real.

Segundo a INB, a região possui 17 depósitos identificados e recursos estimados em 87 mil toneladas de urânio.

A estatal trabalha ainda com possibilidades de expansão da atividade. Entre os cenários divulgados estão patamares futuros de 450 toneladas e, posteriormente, 800 toneladas anuais de concentrado de urânio.

Por se tratar de projeções, esses volumes não correspondem à produção atual e dependem da execução dos projetos previstos pela empresa.

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Mineração baiana vai além do vanádio e do urânio

A diversidade mineral é outro diferencial do estado. O levantamento anual da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), elaborado a partir de dados da ANM, registrou produção de cromita, ouro, cobre, níquel, magnesita, talco, ferro, rochas ornamentais e outros bens minerais em 2024.

Naquele ano, dez empresas responderam por cerca de 75% do valor da Produção Mineral Baiana Comercializada. Entre os principais polos aparecem Jacobina, na produção de ouro; Itagibá, no níquel; Jaguarari e Juazeiro, no cobre; Santaluz e Andorinha, na cromita; Brumado, no talco e na magnesita; e Maracás, no vanádio.

Dados mais recentes da SDE mostram que a atividade continuou avançando. No primeiro semestre de 2025, a Produção Mineral Baiana Comercializada alcançou R$ 6,7 bilhões, crescimento de 31% em relação ao mesmo período de 2024.

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Bahia concentra quase 95% da produção brasileira de sisal

Na agricultura, uma das lideranças mais expressivas aparece no sisal.

Análise de mercado publicada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 2025, com dados referentes a 2023, mostra que a Bahia respondeu por aproximadamente **94,6% de todo o sisal produzido no Brasil**.

A Paraíba ficou com cerca de 5,3%, e o Ceará, com 0,1%.

A concentração é tão grande que duas regiões baianas — Nordeste Baiano e Centro-Norte Baiano, conforme o recorte geográfico utilizado no levantamento — responderam juntas por aproximadamente 94,3% da produção brasileira.

O protagonismo também aparece no nível municipal. Campo Formoso foi o maior produtor do país em 2023, com 25,4% do total nacional. Santaluz respondeu por outros 14,4% e Conceição do Coité, por 14%.

O peso baiano ajuda a colocar o próprio Brasil em posição de destaque internacional. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) reproduzidos pela Conab, o país foi o maior produtor mundial de sisal em 2023, com 40,3% da produção global.

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Mamona também tem liderança baiana

A Bahia também ocupa a primeira posição nacional na produção de mamona.

Levantamento da Conab citado pela Secretaria da Agricultura da Bahia apontava expansão da cultura na safra 2024/2025. A área cultivada no estado estava projetada para passar de 58 mil para 63,5 mil hectares, enquanto a produção poderia chegar a 108,6 mil toneladas.

A estimativa representava crescimento de 25% em relação à safra anterior.

A produção baiana está concentrada principalmente na região de Irecê, com destaque para municípios como Canarana, Ibititá, Barro Alto e Mulungu do Morro.

A mamona é utilizada principalmente para extração de óleo, enquanto resíduos do processamento podem ter outras aplicações agrícolas.

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Manga coloca a Bahia no topo da fruticultura

A fruticultura fornece outros exemplos de liderança.

Dados da Produção Agrícola Municipal do IBGE utilizados pela Secretaria da Agricultura colocaram a Bahia na primeira posição nacional na produção de manga. O Vale do São Francisco é o principal polo da atividade, com destaque para municípios como Juazeiro, Casa Nova, Sento Sé e Curaçá.

Além da produção, o estado tem peso relevante no comércio externo da fruta. Dados divulgados pela Seagri apontaram a Bahia como maior produtora e exportadora brasileira de manga no recorte analisado em 2024.

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Liderança também no maracujá

No maracujá, a Bahia também manteve liderança nacional nos dados de 2023, quando produziu 253.857 toneladas, crescimento de 8,3% em relação ao ano anterior.

Livramento de Nossa Senhora apareceu naquele levantamento como o maior município produtor de maracujá do Brasil, com 44.395 toneladas.

A Produção Agrícola Municipal de 2024, divulgada pelo IBGE em 2025, mostra ainda o peso crescente da fruticultura na economia baiana. O valor da produção de frutas no estado aumentou 30,5% e alcançou R$ 7,4 bilhões.

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Bahia lidera geração de energia eólica

Fora da agricultura e da mineração, um dos principais destaques atuais está no setor elétrico.

A Bahia liderou a geração de energia eólica no Brasil em 2025. Dados divulgados em 2026 pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico apontam que o estado respondeu por aproximadamente **37% da geração eólica nacional** naquele ano.

O estado possuía 381 usinas eólicas em operação e potência outorgada de aproximadamente 11,8 gigawatts no levantamento divulgado em abril de 2026.

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira de Energia Eólica também mostram a dimensão do parque instalado. Em agosto de 2025, a Bahia tinha cerca de 11,8 GW de capacidade eólica em operação, acima dos aproximadamente 10,7 GW do Rio Grande do Norte.

A matriz elétrica baiana também se diferencia pela participação de fontes renováveis. Informações divulgadas pelo governo estadual em 2026 indicam que aproximadamente 99% da eletricidade produzida na Bahia vem de fontes renováveis.

A liderança eólica é particularmente relevante porque a fonte vem ganhando participação na matriz brasileira. Segundo o Balanço Energético Nacional 2026, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a geração eólica brasileira chegou a 116,5 TWh em 2025, crescimento de 8,2% em relação ao ano anterior.

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Camaçari concentra um dos maiores polos industriais do país

Na indústria, Camaçari reúne outros dois destaques.

O Polo Industrial de Camaçari é apresentado pelo Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), entidade que representa empresas instaladas no complexo, como o maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul.

Por se tratar de uma classificação do próprio Cofic, e não de um ranking independente internacional, o superlativo precisa ser mantido atribuído à entidade.

Segundo o comitê, o polo reúne mais de 80 empresas, gera aproximadamente 50 mil empregos diretos e indiretos e registra faturamento anual da ordem de US$ 15 bilhões.

Criado na década de 1970, o complexo reúne atividades químicas, petroquímicas, automotivas, de transformação e de outros segmentos industriais.

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Fábrica de LAB abastece maior parte do mercado brasileiro

Camaçari abriga também a antiga Deten, atualmente vinculada à Moeve.

A unidade produz Linear Alquilbenzeno (LAB), matéria-prima utilizada na fabricação de detergentes biodegradáveis.

Segundo informações divulgadas pela própria empresa, a capacidade de produção chega a 220 mil toneladas de LAB por ano.

A companhia afirma ainda que sua produção equivale a aproximadamente 95% do consumo da indústria brasileira de detergentes.

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Bahia também liderou levantamento sobre pesquisas em etnozoologia

A lista de posições de destaque chega também à produção científica, embora neste caso o recorte seja histórico e bastante específico.

Uma análise cienciométrica publicada em 2022 examinou estudos brasileiros de etnozoologia referentes ao período entre 1967 e 2017.

Dos 105 trabalhos diretamente relacionados ao tema selecionados pelos pesquisadores, 25 foram desenvolvidos na Bahia. A Paraíba apareceu em seguida, com 19, e o Amazonas, com 16.

Os autores relacionaram o resultado baiano à atuação de instituições como a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), além da presença de pesquisadores e grupos dedicados à Caatinga e aos conhecimentos de comunidades tradicionais.

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Bahia tem os maiores rebanhos de caprinos e ovinos do Brasil

A Pesquisa da Pecuária Municipal mostra que a Bahia possui o maior rebanho de caprinos e o maior rebanho de ovinos do país. Em 2024, eram aproximadamente 4,2 milhões de caprinos e 5,1 milhões de ovinos, segundo dados do IBGE divulgados pela Secretaria da Agricultura.

No caso dos ovinos, os 5,1 milhões de animais correspondiam a aproximadamente 23,5% de todo o rebanho brasileiro. O dado aparece também no panorama econômico estadual produzido pela SEI com informações do IBGE.

A liderança não é episódica. O IBGE já havia registrado a Bahia no topo dos dois rankings em 2023, quando o estado possuía 5,0 milhões de ovinos e aproximadamente 4 milhões de caprinos.

Há forte concentração municipal no Vale do São Francisco. Casa Nova, Juazeiro e outros municípios baianos aparecem entre os maiores plantéis do país.

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Bahia tem maior produtividade de soja

Há ainda uma liderança que depende não de volume, mas de eficiência por área.

No 11º levantamento da safra brasileira 2025/26, divulgado pela Conab em agosto de 2026, a Bahia apresentou a maior produtividade média estimada de soja entre os estados brasileiros: 4.260 quilos por hectare.

Isso não significa que a Bahia seja a maior produtora nacional da oleaginosa. Em volume, Mato Grosso segue muito à frente. O panorama referente a 2024 colocava a Bahia apenas na 7ª posição por quantidade produzida, com 7,7 milhões de toneladas e participação de 5,3% no total nacional.