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Morre veterinária atacada por cachorro no canil do Senado

Vitória Valle de Oliveira Pinha tinha 36 anos

Foto: Agência Senado
Vitória Valle de Oliveira Pinha estava internada na UTI do Hospital de Base
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A médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, morreu após quatro dias internada devido ao ataque de um cão no canil do Senado, em Brasília.

A médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, morreu neste sábado (22 de agosto), quatro dias após ser atacada por um cão do Serviço de Cinotecnia do Senado Federal, em Brasília. A morte foi confirmada pelo Senado.

Vitória estava internada na unidade de terapia intensiva do Hospital de Base desde terça-feira (18), quando foi atacada durante o trabalho no canil da instituição.

Ela sofreu ferimentos graves no pescoço e uma parada cardiorrespiratória, foi socorrida e passou por uma cirurgia de emergência.

Segundo a Folha de S.Paulo, a Polícia Civil investiga as circunstâncias do ataque e realizou perícia no local. O veículo informou ainda que o cão, um pastor-belga-malinois, foi retirado das atividades e submetido a exames.

Vitória havia sido estagiária do Senado

Vitória trabalhava como tratadora de animais no Serviço de Cinotecnia do Senado. Antes de retornar à instituição como profissional terceirizada para atuar no cuidado dos cães, ela havia sido estagiária da Casa entre 2022 e 2024.

Em nota, o Senado lamentou a morte e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho. A instituição afirmou que Vitória será lembrada pela “dedicação com que sempre desempenhou suas atividades”.

O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) também lamentou a morte e informou que está à disposição dos familiares.

O que faz o Serviço de Cinotecnia

O Serviço de Cinotecnia integra a estrutura da Polícia do Senado Federal. Segundo o próprio Senado, a unidade utiliza cães especializados em atividades de patrulhamento e policiamento, detecção de substâncias ilícitas, explosivos e armas de fogo, intervenção em distúrbios civis e apoio a operações de busca e apreensão.

As circunstâncias que levaram ao ataque ainda são objeto de investigação.