Música

Olorin estreia em Salvador com releituras de Dorival Caymmi

Espetáculo combina arranjos inéditos e projeções visuais

Foto: Divulgação
A estreia será no dia 18 de setembro, às 20 horas, no Teatro SESC Casa do Comércio
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A nova versão concentra a estreia e o serviço no início, reduz repetições, organiza a formação e a proposta visual, atribui a explicação do nome à produção e trata a circulação internacional corretamente como planejamento. Dados essenciais do evento e a vitória de Beatriz Sena no Timbrown foram checados.

A obra de Dorival Caymmi será o ponto de partida do Olorin, novo projeto de música instrumental baiana que estreia em Salvador em 18 de setembro de 2026, às 20h, no Teatro Sesc Casa do Comércio, com participação especial de Armandinho Macêdo.

Os ingressos do primeiro lote custam de R$ 40 a R$ 100 e estão à venda na bilheteria do teatro e pela plataforma Sympla.

Idealizado pelos produtores Paulo Argolo e João Falcão Neto, o espetáculo propõe releituras instrumentais do repertório de Caymmi com arranjos inéditos e uma cenografia digital integrada à execução musical.

As projeções serão produzidas pelo VJ Gabiru, nome artístico de Davi Cavalcanti, e acionadas em diálogo com as frequências sonoras durante a apresentação.

Formação reúne guitarra baiana, violão, baixo e percussão

A direção musical é compartilhada por Cesário Leony, no baixo, Márcio Pereira, no violão, e Giba Conceição, na percussão. A formação inclui ainda Alexandre Vargas, na guitarra, violão, bandolim e guitarra baiana, e as percussionistas Beatriz Sena e Géssica Omi.

Beatriz Sena venceu, em 2023, a primeira temporada do Timbrown, reality de percussão exibido pela TV Bahia. Armandinho Macêdo participa da estreia como convidado, reforçando a presença da guitarra baiana na formação instrumental proposta pelo grupo.

Além da música, o espetáculo incorpora imagens, luz e projeções criadas pelo VJ Gabiru. A proposta é fazer com que a cenografia digital acompanhe a performance dos músicos e componha a apresentação em tempo real.

Caymmi é a referência da primeira montagem

Dorival Caymmi foi escolhido como referência para a estreia do projeto. A obra do compositor baiano atravessa temas como o mar, os pescadores, a religiosidade afro-brasileira e diferentes expressões da cultura da Bahia, além de ter estabelecido diálogos importantes com gerações posteriores da música brasileira.

Caymmi também ocupa lugar relevante na formação estética de artistas ligados à bossa nova e à música popular brasileira. Registros e estudos sobre sua trajetória apontam relações de influência e repertório com nomes como João Gilberto, Tom Jobim, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia.

Segundo Paulo Argolo, da Girar Cultura & Entretenimento, o nome Olorin foi escolhido a partir de uma palavra em iorubá que, em uma tradução simplificada adotada pela produção, remete ao “dono da canção”.

“A etimologia da palavra, por si só, gera diversos significados que remetem à música, à festa manifesta, ao show, ao ritual”, afirmou o produtor.

Na primeira montagem, a referência do nome é Caymmi. A intenção dos idealizadores é, no futuro, trabalhar também com repertórios de outros compositores e receber novos convidados, mantendo a música instrumental como eixo do projeto.

Anote

Data: 18 de setembro de 2026
Horário: 20h
Local: Teatro Sesc Casa do Comércio
Endereço: Av. Tancredo Neves, 1109, Caminho das Árvores, Salvador
Ingressos: de R$ 40 a R$ 100 no primeiro lote