
A 6ª edição do ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras inclui espetáculos, oficinas, mesas temáticas, exposições, literatura, performances, apresentações musicais e uma feira de empreendedoras negras.
O evento ocupa equipamentos culturais, escolas públicas e espaços comunitários da capital baiana.
Com o tema “O pulsar de vida das mulheres negras que acolhem e guerreiam!”, o festival reúne artistas, estudantes e público em uma programação dedicada à produção artística de mulheres negras e, segundo a organização, à valorização de suas trajetórias, saberes e formas de criação.
As atividades passam pelo Teatro Martim Gonçalves, Espaço Cultural da Barroquinha, Espaço Cultural Alagados, Espaço Xisto Bahia, Casa da Música de Itapuã, Pátio Iyá Nassô, espaços Boca de Brasa e escolas públicas.
Oficinas e mesas temáticas são gratuitas, enquanto espetáculos e shows têm ingressos que variam de gratuitos a R$ 20.
Nas atividades realizadas em escolas, o acesso deve ser conferido previamente, porque algumas são destinadas exclusivamente aos estudantes das respectivas unidades. É o caso da oficina “Erguer a voz”, programada para esta terça-feira.
Terça-feira tem oficinas, exposição e dança
Nesta terça-feira (11), a programação começa na Escola Estadual Naomar Alcântara, em Cajazeiras, com as oficinas “Erguer a voz”, de Karla Calasans, e “Experimentação sobre a dança Afro”, com Beatriz Santos. A organização informa que “Erguer a voz” está marcada para as 8h e é exclusiva para estudantes da unidade.
À noite, as atividades chegam ao Espaço Cultural da Barroquinha. Às 18h, será aberta a exposição “Sobejo: memória de uma década”, de Eddy Veríssimo. Às 19h, a Cia da Mata apresenta o espetáculo de dança “Reboco”, sobre construção da identidade a partir de memórias, vivências e histórias, tendo a cultura popular como espaço de pertencimento, resistência e memória.
Quarta-feira reúne teatro, debate e samba de roda
Na quarta-feira (12), “Oji: A Arqueóloga do Futuro”, de Karla Calasans, será apresentado às 9h30 no Espaço Boca de Brasa – Valéria. A montagem acompanha uma menina negra que decide recuperar e compartilhar narrativas africanas e afro-brasileiras ausentes do ambiente escolar.
Às 14h, no Espaço Boca de Brasa – Centro, Maju Passos, Manu Moraes e Jéssica Sampaio participam da mesa “Trajetórias da Mulher Negra Insurgente”, com mediação de Jane Santa Cruz.
Às 19h, o Espaço Cultural da Barroquinha recebe “Abre a Roda que a Surda vai Sambar”, de Daisy Souza. O espetáculo aproxima o samba de roda da poesia surda e aborda a identidade de uma mulher negra, surda e periférica.
Quinta-feira tem atividades em Alagados, Mata Escura e Barroquinha
Na quinta-feira (13), o Espaço Cultural Alagados recebe, às 9h30, “Sin&Nhá”, de Carol Carvalho. A montagem aborda experiências de racismo estrutural e institucional vividas por mulheres negras no mercado de trabalho.
Às 13h, a Escola Municipal Maria Constança, em Mata Escura, recebe as oficinas “Reinscrições: cartografias afetivas entre memória, corpo e território”, com Alana Barbo, e “Cartas para Sin&Nhá”, com Carol Carvalho. A condição de acesso às atividades escolares deve ser conferida nos canais oficiais antes do deslocamento.
À noite, às 19h, Manu Moraes apresenta “Antes feliz que mal acompanhada”, no Espaço Cultural da Barroquinha. A montagem é baseada em relatos de mulheres vítimas de violência doméstica e relacionamentos abusivos.
Sexta-feira tem “Mariazinha”, mesa temática e “SOBEJO”
Na sexta-feira (14), o Espaço Xisto Bahia recebe, às 9h30, “Mariazinha”, da Companhia de Artes Elementos. O espetáculo propõe uma reflexão sobre infâncias e juventudes hiperconectadas.
Às 14h, o Espaço Boca de Brasa – Centro sedia a mesa “Teatro de Guerrilha e protagonismo feminino negro”, com Daisy Souza, Beatriz Santos, Carol Carvalho e Alana Barbo, sob mediação de Lucimélia Romão.
Às 19h, Eddy Veríssimo apresenta “SOBEJO”, no Espaço Cultural da Barroquinha. O espetáculo aborda violência doméstica, repressão e submissão feminina a partir da trajetória de uma mulher que sofre agressões no casamento.
Feira, literatura e música encerram festival no sábado
O encerramento será no sábado (15), com atividades no Pátio Iyá Nassô e no Espaço Cultural da Barroquinha. A partir das 16h, a programação inclui o grafite “Raízes Ancestrais”, com Niiny Santos, e a Feira ÌYÁ’S, dedicada a negócios de mulheres negras.
Também estão previstos o recital “Lewa”, de La Isla Lewa; o Escreve ÌYÁ’S, com exposição de livros; a performance circense “Corpo em Chamas”, de Lua Barbosa; e o espetáculo “Abebé”, com Luana Gabriele, da Cia Robson Correia.
Às 19h, Alana Barbo apresenta “Tento: Ato para incorporar memórias”. A 6ª edição termina às 20h com a Kizomba ÌYÁ’S, que reúne o show “Primavera em Mim”, de Itana Rosa, e “É de couro e madeira que faz tambor”, de Maku Ma Kixikanu – Mãos na Fé
