Política

Rui Costa acusa ACM Neto de esconder o apoio a Bolsonaro

Em entrevista, ele também criticou a atuação da Prefeitura de Salvador

Rui Costa (PT) é candidato ao Senado pela Bahia
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O candidato ao Senado pelo PT baiano, Rui Costa, acusou o grupo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, de apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro de forma velada nas eleições de 2026 por receio de represália do eleitorado baiano, que historicamente tem papel determinante para eleição do candidato à presidência pelo PT. 

O candidato ao Senado Rui Costa (PT) acusou o grupo político do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) de tentar esconder uma aproximação com Jair Bolsonaro na eleição de 2026. A declaração foi feita nessa sexta-feira (7 d agosto), durante entrevista ao podcast Política Ao Vivo.

Segundo Rui, integrantes da oposição evitariam tornar público um eventual apoio ao ex-presidente por avaliarem que a associação poderia ter impacto negativo entre eleitores baianos.

A afirmação representa a avaliação política do candidato petista e não é acompanhada, no material disponível, de evidências de uma estratégia coordenada pelo grupo de ACM Neto.

“Eles usam essa estratégia de tentar enganar a população”, afirmou Rui.

O petista também disse que aliados da oposição recorreriam a lideranças de bairros para pedir votos para Bolsonaro sem explicitar publicamente esse posicionamento.

“Ele tem vergonha de defender o candidato dele. Eles querem fazer a relação com Bolsonaro ‘escondidinho’, sem ninguém saber”, declarou.

Rui comparou essa postura à própria defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu tenho orgulho de defender o meu. Lula foi o melhor presidente que esse país já teve”, disse.

Decisão eleitoral envolveu montagem com Lula e nomes da oposição

As declarações ocorrem após uma decisão da Justiça Eleitoral que determinou a retirada de circulação de uma montagem nas redes sociais que sugeria apoio de Lula a nomes da oposição na Bahia, entre eles ACM Neto.

Rui também mencionou, durante a entrevista, um episódio envolvendo uma declaração de ACM Neto sobre Lula. A caracterização do caso como ameaça de agressão deve ser confrontada com o registro original da fala antes da publicação.

Rui critica relação da Prefeitura com obras estaduais

Na mesma entrevista, Rui Costa ampliou as críticas a ACM Neto ao tratar do período em que comandava o Governo da Bahia enquanto o adversário estava à frente da Prefeitura de Salvador.

O candidato afirmou que a administração municipal teria demorado a conceder autorizações necessárias para intervenções realizadas pelo Estado na capital.

Segundo Rui, o governo estadual aguardou 12 meses por um alvará relacionado à construção de uma passarela do metrô e 11 meses por autorização para executar o paisagismo ao longo da Avenida Paralela.

Os prazos foram apresentados pelo próprio candidato durante a entrevista. O material disponível não contém protocolos, datas dos pedidos ou documentos municipais que permitam confirmar os períodos mencionados.

Rui relacionou esses episódios à atual discussão sobre a ponte Salvador-Itaparica.

“Hoje a gente vê a prefeitura fazer essa guerra contra a ponte. Parece que está torcendo contra”, afirmou.

VLT entra na disputa sobre investimentos em Salvador

Rui Costa também contestou críticas ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em implantação na capital e na Região Metropolitana.

Durante a entrevista, afirmou que o projeto prevê cerca de 40 quilômetros de extensão e investimento de aproximadamente R$ 5 bilhões.

“Ver o prefeito dizer que o VLT liga nada a lugar nenhum… Para eles, nada deve ser o subúrbio e lugar nenhum deve ser Cajazeiras”, disse Rui.

O candidato também classificou o empreendimento como a maior obra e o maior investimento em VLT atualmente em andamento no Brasil. 

Candidato reivindica legado de obras estaduais e federais

Ao defender o histórico dos governos petistas em Salvador, Rui questionou a participação das gestões municipais na transformação da infraestrutura da cidade.

“Retire de Salvador todas as obras do Governo do Estado e do Governo Federal, sobra o quê? Me responda”, declarou.

Entre as intervenções que atribuiu ao Governo da Bahia, Rui mencionou a Rótula do Aeroporto, a Rótula do Abacaxi, a Via Expressa, viadutos e vias marginais da Avenida Paralela, além de obras nas avenidas Gal Costa, Pinto de Aguiar, Orlando Gomes e 29 de Março.

Ele citou ainda intervenções de ligação com o Subúrbio, a Maternidade do Subúrbio e o hospital ortopédico. Segundo o candidato, o BRT de Salvador também recebeu recursos federais assegurados durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.

Rui pede comparação entre administrações

No encerramento da entrevista, Rui Costa defendeu que os eleitores comparem o histórico das diferentes administrações na Bahia e em Salvador.

“Eu só peço ao eleitor de Salvador e ao eleitor da Bahia que compare. É só comparar”, afirmou.

Segundo ele, obras realizadas durante períodos anteriores de governo ajudam a estabelecer a credibilidade de compromissos apresentados durante uma campanha.

O candidato afirmou que o eleitor não decide o voto apenas por gratidão, mas leva em consideração o histórico dos postulantes ao avaliar novas promessas.

“Tudo que você fez, que você diz, serve para lhe dar credibilidade”, declarou.