Política

Zema é o candidato do Partido Novo à Presidência da República

Chapa ainda não tem candidato a vice

Romeu Zema, candidato do Partido Novo à Presidência da República

O Partido Novo oficializou nesta segunda-feira (27 de julho), a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência da República.

O nome foi aprovado por aclamação na convenção nacional da legenda, e a chapa foi apresentada sem candidato a vice e sem alianças anunciadas com outros partidos.

Zema participou de um ato político no Edifício Íon, em Brasília, ao lado de dirigentes e integrantes do Novo, entre eles o senador Eduardo Girão, do Ceará, e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol, do Paraná.

O Novo ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice-presidente na chapa. Durante o evento, Zema afirmou que a escolha deverá ser anunciada até 5 de agosto, quando termina o prazo para a realização das convenções partidárias.

O partido também não informou ter fechado uma coligação para a eleição presidencial. Até o momento, portanto, a candidatura é sustentada apenas pelo Novo, enquanto continuam as negociações para a composição da chapa.

Presidente e vice disputam a eleição em uma única chapa. A definição do segundo nome pode ser usada pelos partidos para ampliar alianças políticas, aproximar diferentes grupos eleitorais ou reforçar áreas consideradas prioritárias na campanha.

O que Zema defendeu no discurso

No pronunciamento de oficialização, Zema apresentou segurança pública, combate à corrupção e redução do chamado custo Brasil como algumas das prioridades de sua campanha.

O candidato também voltou a criticar integrantes do Supremo Tribunal Federal e defendeu o endurecimento das políticas contra organizações criminosas. Entre as propostas mencionadas por ele está a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.

As declarações são compromissos de campanha. Caso seja eleito, parte das medidas dependerá de aprovação do Congresso, regulamentação ou atuação de outras instituições para entrar em vigor.

Zema também procurou associar sua candidatura à experiência como empresário e aos sete anos em que comandou o governo mineiro. No discurso, afirmou que sua passagem pelo setor privado o ajudou a conhecer as dificuldades enfrentadas por empreendedores no país.

Oficialização ainda não encerra o registro da candidatura

A convenção partidária é a etapa na qual partidos e federações escolhem os candidatos que disputarão a eleição e decidem sobre eventuais coligações.

Em 2026, as convenções podem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, de acordo com o calendário do Tribunal Superior Eleitoral.

A escolha realizada pelo partido não conclui o processo. Depois da convenção, a legenda precisa apresentar o pedido de registro da candidatura à Justiça Eleitoral. A documentação será analisada antes de o registro ser confirmado.

Zema se apresentava como pré-candidato desde agosto de 2025, quando o Novo lançou seu nome durante um encontro nacional realizado em São Paulo.

Zema deixou o governo de Minas em março

Romeu Zema governou Minas Gerais de janeiro de 2019 a março de 2026. Ele foi eleito em 2018 e reconduzido ao cargo no primeiro turno da eleição de 2022.

Em 22 de março de 2026, Zema renunciou ao governo estadual. O cargo passou a ser ocupado pelo então vice-governador Mateus Simões.

A saída permitiu que Zema cumprisse a exigência de afastamento do cargo e passasse a se dedicar à disputa presidencial. A eleição de 2026 será a primeira na qual ele concorrerá à Presidência da República.

Com a oficialização, o Novo deverá concluir a composição da chapa, apresentar o programa de governo e solicitar o registro das candidaturas à Justiça Eleitoral.

O que ainda falta definir
-- O nome do candidato a vice-presidente
-- Eventuais alianças com outros partidos
-- A apresentação formal do programa de governo
-- O pedido e a análise do registro da candidatura
-- A confirmação documental do formato da convenção realizada pelo partido