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Vulcão Etna entra em erupção e espaço aéreo é fechado na Sicília

Aeroporto teve tráfego bloqueado por causa das cinzas vulcânicas

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O Etna voltou a emitir cinzas em 5 de julho de 2026, fechando voos em Catania e levando a alerta vermelho para aviação. A atividade ocorre após fluxos de lava iniciados em junho. O histórico inclui erupções destrutivas em 1669, 1928, 1971 e 2002-2003.

O vulcão Etna, na Sicília, voltou a emitir cinzas nesse domingo (5 de julho), em uma nova fase eruptiva que afetou o transporte aéreo no leste da ilha.

O aeroporto de Catania-Fontanarossa interrompeu voos em chegada e bloqueou partidas nesta segunda-feira (6), após a dispersão de cinzas vulcânicas no espaço aéreo da região. Passageiros foram orientados a verificar a situação do voo com a companhia aérea antes de seguir para o terminal.

Segundo o Centro Consultivo de Cinzas Vulcânicas de Toulouse, a erupção começou às 5h45 UTC de 5 de julho e seguia com emissão de cinzas no boletim das 12h20 UTC de 6 de julho. O órgão manteve código vermelho para a aviação e informou que a pluma se deslocava para sul e sudeste.

A cinza vulcânica representa risco para a aviação porque pode reduzir a visibilidade, contaminar pistas e danificar componentes de aeronaves. Por isso, aeroportos próximos a vulcões ativos podem suspender ou limitar operações mesmo quando a erupção não ameaça diretamente áreas urbanas.

No caso de Catania, a administradora do aeroporto informou que a suspensão foi motivada pela atividade eruptiva e pela emissão de cinzas na atmosfera. A interrupção atingiu chegadas e partidas, e voos foram desviados para Palermo, segundo a cobertura da imprensa italiana.

O que ocorreu no Etna

A nova fase foi marcada por emissão de cinzas e atividade estromboliana, nome dado a explosões intermitentes de gases e material vulcânico.

Relatos baseados no Observatório Etneo do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália, o INGV, indicaram que a pluma chegou a cerca de 1,5 quilômetro acima do cume e se deslocou para sul e sul-sudeste.

A atividade ocorre após dias de instabilidade. Uma fase efusiva iniciada em 26 de junho produziu fluxos de lava que cessaram em 4 de julho, antes da retomada mais intensa da emissão de cinzas.

Alerta vermelho não significa evacuação

O código vermelho citado nos boletins é um alerta voltado à segurança aérea. Ele indica risco relevante para rotas e operações de aviação por causa da presença de cinzas. Não significa, por si só, que uma grande erupção destrutiva esteja em curso ou que haja ordem ampla de retirada da população.

A Proteção Civil italiana já havia elevado o nível de alerta do Etna para amarelo, medida que reforça o monitoramento e o fluxo de informações entre cientistas, autoridades e estruturas locais. O órgão também orientou a população a se manter informada e seguir instruções das autoridades locais.

Por que o Etna é tão monitorado

O Etna é um dos vulcões mais ativos do mundo e faz parte da lista de Patrimônio Mundial da Unesco desde 2013. A organização descreve o local como a montanha insular mais alta do Mediterrâneo e o estratovulcão mais ativo do planeta, com atividade eruptiva documentada há pelo menos 2.700 anos.

A área protegida reconhecida pela Unesco cobre 19.237 hectares na parte mais alta do vulcão. O Etna também é considerado um laboratório natural para estudos de vulcanologia, geofísica e outras ciências da Terra.

O que observar nas próximas horas

A evolução da erupção dependerá principalmente da continuidade da emissão de cinzas, da direção dos ventos e de eventual retomada de fluxos de lava. Se a pluma continuar sobre setores usados por aviões, restrições podem ser mantidas ou ampliadas. Se a emissão diminuir e as cinzas se dispersarem, a retomada das operações tende a ocorrer de forma gradual, após avaliação de segurança.

Para passageiros, a orientação prática é não sair para o aeroporto sem antes consultar a companhia aérea. Para moradores e turistas próximos ao Etna, a recomendação é acompanhar comunicados oficiais, evitar áreas próximas aos cráteres e seguir as instruções da Defesa Civil local.