O que se viu neste domingo (5 de julho), na derrota por 2 a 1, foi uma Seleção Brasileira burocrática, lenta e complacente. Um time que assistia à Noruega trocar passes sem pressa, girando a bola de um lado para o outro, enquanto o Brasil parecia incapaz de reagir.
O Brasil poderia ter mudado a história do jogo se Bruno Guimarães não tivesse batido um pênalti com a displicência de quem disputa uma partida com os moradores do condomínio, e não um mata-mata de Copa do Mundo.
Também poderia ter sido diferente se Endrick, tão pedido pelos torcedores, não tivesse perdido um gol com o goleiro já deitado à sua frente.
Mas seria pedir demais. O Brasil não mostrou sequer a qualidade de Cabo Verde.
Perder para a Noruega talvez tenha servido para evitar um vexame ainda maior mais adiante, caso a Seleção tivesse que enfrentar equipes como França, Argentina, Espanha ou mesmo Portugal.
O festejado técnico Carlo Ancelotti tem, agora, mais quatro anos para mostrar que seu talento não ficou no passado. E também para absorver uma lição dura: convocar jogadores machucados, como Neymar, ou ignorar o melhor atacante brasileiro em atividade, como Pedro, do Flamengo, cobra um preço alto. Um preço que pode chegar ao ponto de envergonhar uma nação inteira.
Foi o que fizeram, neste domingo, Ancelotti e seus convocados: envergonharam a torcida brasileira.
O Brasil está fora da Copa. Era mesmo uma questão de tempo.
Como foi o jogo
A seleção perdeu por 2 a 1 para a Noruega, pelas oitavas de final, em Nova Jersey. Haaland decidiu a partida com dois gols na reta final, e Neymar marcou o gol brasileiro nos acréscimos, de pênalti, quando a Noruega já tinha vantagem de dois gols.
A equipe comandada por Carlo Ancelotti teve a chance de abrir o placar ainda no primeiro tempo, mas Bruno Guimarães desperdiçou um pênalti. A cobrança foi defendida por Orjan Nyland, que também apareceu em outras chances brasileiras e se tornou um dos personagens da classificação norueguesa.
Haaland decide o jogo no fim
A Noruega construiu a vitória nos minutos finais. Aos 79 minutos, Haaland marcou de cabeça após cruzamento de Schjelderup. Aos 89, voltou a balançar a rede em finalização de fora da área e abriu 2 a 0. O gol brasileiro veio depois, em pênalti convertido por Neymar nos acréscimos.
Com os dois gols, Haaland chegou a sete na Copa, igualando a artilharia do torneio até aquele momento, segundo a cobertura da Cadena SER.
Pênalti perdido muda o roteiro do Brasil
O lance mais importante do Brasil no primeiro tempo veio aos 13 minutos. Após revisão do VAR, Bruno Guimarães cobrou pênalti no canto direito, mas Nyland defendeu e manteve o placar em 0 a 0.
O pênalti perdido não explica sozinho a eliminação, mas alterou o contexto da partida. Com o gol, o Brasil teria obrigado a Noruega a se expor mais cedo. Sem a vantagem, a seleção brasileira precisou insistir contra uma defesa organizada e encontrou dificuldade para transformar presença ofensiva em gols.
Nyland segura o Brasil
Orjan Nyland foi decisivo para a Noruega. Além do pênalti defendido, o goleiro fechou o espaço em chances brasileiras e ajudou a manter a partida viva até Haaland resolver.
A atuação de Nyland também expôs um problema brasileiro: o time criou momentos de perigo, mas falhou na conclusão. As entradas de Neymar e Endrick aumentaram as opções ofensivas, mas não mudaram a direção do jogo a tempo.
Brasil sofre para controlar Haaland
Antes da partida, a principal preocupação brasileira era impedir que Haaland recebesse a bola em boas condições. O plano funcionou por boa parte do jogo, mas falhou justamente na reta final. No primeiro gol, o atacante venceu a marcação pelo alto. No segundo, recebeu com espaço suficiente para finalizar.
A Noruega não precisou dominar o jogo inteiro para avançar. A equipe foi mais eficiente nos lances decisivos, contou com um goleiro inspirado e aproveitou a força de seu principal atacante.
Retrospecto contra a Noruega segue incômodo
A derrota ampliou um histórico negativo para a seleção brasileira. Antes do confronto, o Brasil nunca havia vencido a Noruega em quatro partidas, com dois empates e duas derrotas. O duelo de 2026 tornou esse retrospecto ainda mais pesado por ter ocorrido em mata-mata de Copa do Mundo.
O reencontro também carregava memória histórica. Em 1998, a Noruega venceu o Brasil por 2 a 1 na fase de grupos da Copa da França. Naquele ano, a seleção brasileira avançou até a final. Em 2026, a consequência foi imediata: eliminação nas oitavas.
O que a derrota representa
A queda nas oitavas aprofunda a frustração brasileira em Copas recentes. O time tinha nomes de peso e chegou ao mata-mata com expectativa alta, mas voltou a parar diante de uma seleção europeia em jogo eliminatório.
Para a Noruega, a vitória confirma uma campanha histórica. A equipe chega às quartas impulsionada por uma fórmula clara: defesa resistente, goleiro decisivo e Haaland em fase decisiva.
__________
Essa matéria foi concluída com o uso de Inteligência Artificial
