
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, será anunciado nesta segunda-feira (30 de março) como pré-candidato do PSD à Presidência da República após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior.
Ronaldo Caiado, de 76 anos, tentará a Presidência pela segunda vez. Em 1989, após a redemocratização, disputou a eleição pela União Democrática Ruralista e terminou em décimo lugar. Ao longo da carreira, foi deputado federal, senador e governador de Goiás, cargo para o qual foi eleito em 2018 e reeleito em 2022.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, mantinha movimentação para disputar a indicação, especialmente após a saída de Ratinho Jr., considerado favorito do presidente do partido, Gilberto Kassab.
Em janeiro, Kassab havia reunido Caiado, Leite e Ratinho Jr. em um acordo informal: dois abririam mão da candidatura em favor daquele melhor posicionado nas pesquisas. O governador paranaense liderava esse cenário, embora com vantagem pequena. O partido avaliava que ele teria maior capacidade de representar uma alternativa de centro diante da polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.
Ratinho Jr. desistiu da disputa na quarta-feira (25), após pressões familiares e avaliações políticas. Entre os fatores mencionados nos bastidores estavam receio de derrota, possíveis impactos de investigações relacionadas ao chamado caso Master, além da necessidade de
Parte da sigla defendia Eduardo Leite como alternativa mais alinhada ao centro político e com maior potencial de atrair eleitores fora da polarização nacional.
Pesquisas internas do PSD apontavam desempenho semelhante entre os dois governadores, com leve vantagem para Caiado, que registrava cerca de 4% das intenções de voto, contra 3% de Leite, segundo levantamentos do Datafolha e Quaest. Mesmo assim, Kassab indicou que os números não seriam o único critério para a escolha.
Caiado terá o desafio de consolidar uma candidatura competitiva. No cenário atual, ele aparece atrás de Lula e Flávio Bolsonaro. Em eventual segundo turno, levantamento do Datafolha indicou derrota do governador goiano para o presidente petista por 46% a 36%.
A possibilidade de composição com outros nomes permanece em aberto, embora exista tendência inicial de chapa pura. Gilberto Kassab chegou a afirmar que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, seria um "excelente vice", mas o mineiro mantém sua própria pré-candidatura.
