
Há 77 dias da Copa do Mundo, o Brasil enfrentou a França na tarde desta quinta-feira (26 de março).
É certo que ninguém com um mínimo de bom senso esperaria da torcida (no estádio ou nas ruas) o grito (que jamais existiu) de "Vai, Brasa", que os designers da Nike tentaram enfiar goela abaixo dos brasileiros.
A frase apareceria no meião e na gola da camisa, manchando o uniforme canarinho (o presidente da CBF, Samir Xaud, afirmou à ESPN que o termo fazia parte apenas de uma campanha publicitária da Nike e garantiu que, nos jogos, o uniforme trará apenas “Brasil”. Segundo ele, não haverá qualquer referência a “Brasa” nas peças oficiais usadas em campo).
Se o grito de "Vai, Brasa" (uma peça de ficção) estava descartado, havia na tarde desta quinta-feira, ainda que tênue, a esperança de comemoração por uma vitória sobre o selecionado francês, na partida amistosa realizada em Boston, nos Estados Unidos.
Mas Mbappé e companhia jogaram água na fervura, dominando as ações, controlando a bola e permitindo ao Brasil, no máximo, algumas jogadas de contra-ataque.
A seleção brasileira acabou derrotada por 2 a 1, no Gillette Stadium. O confronto fez parte da série internacional "Road to 26", que reúne seleções de destaque em preparação para o Mundial que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Aos 31 minutos do primeiro tempo, Mbappé aproveitou falha defensiva e abriu o placar. O Brasil tentou responder com maior posse de bola, mas encontrou dificuldades na criação.
Na segunda etapa, os franceses ampliaram aos 19 minutos com Ekitiké, após jogada rápida pela esquerda. O Brasil reagiu apenas aos 32 minutos, quando Bremer marcou (Vinicius Jr. perdeu uma grande chance de empatar, nos minutos finais).
A partida deixou clara a necessidade de maior entrosamento da equipe brasileira.
Seleção Brasileira – Ederson, Wesley (Ibañez), Bremer, Léo Pereira, Douglas Santos, Casemiro (Gabriel Sara), Andrey Santos (Danilo Santos), Raphinha (Luiz Henrique), Matheus Cunha (Igor Thiago), Vini Jr e Gabriel Martinelli (João Pedro).
