
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), renunciou ao cargo neste domingo (22 de março) e transmitiu o comando do estado ao vice-governador Mateus Simões (PSD), em cerimônia na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A saída ocorre em função de sua pré-candidatura à Presidência da República.
Mateus Simões tomou posse como chefe do Executivo estadual durante a manhã, em sessão no plenário da ALMG. Em discurso, afirmou que pretende se dedicar integralmente à função.
Simões é apontado como possível candidato ao governo de Minas Gerais nas próximas eleições.
A mudança ocorre após o anúncio, feito por Zema em agosto de 2025, de que disputaria a Presidência da República pelo partido Novo.
Na semana anterior à renúncia, Zema afirmou que pretende manter sua candidatura até o fim, como cabeça de chapa, e negou articulações para alianças com o senador Flávio Bolsonaro (PL) ou com partidos da direita tradicional.
Durante o discurso de despedida, Zema fez um balanço de sua gestão à frente do estado, destacando ações como o pagamento regular dos salários dos servidores, a construção de hospitais regionais e a manutenção do equilíbrio fiscal.
O ex-governador também direcionou críticas ao governo federal, liderado pelo presidente Lula (PT), afirmando que o país enfrenta problemas estruturais. Segundo ele, a população está insatisfeita com a corrupção, a insegurança e dificuldades econômicas. Em sua fala, declarou que o Brasil não carece de recursos, mas enfrenta problemas de gestão pública.
Zema ainda afirmou que os brasileiros desejam um país funcional, com igualdade perante a lei, respeito aos valores familiares e melhores condições de segurança e trabalho.
