
O Hezbollah disparou foguetes contra Israel, nesata segunda-feira (2 de março). É a primeira vez que isso acontece desde o início do conflito contra o Irã. Pela primeira vez também, o sistema de defesa israelense interceptou os projéteis por meio da nova tecnologia a laser, segundo o portal de notícias Israel de Fato.
“O Hezbollah vai pagar um preço alto”, declarou Eyal Zamir, chefe do Estado-Maior do Exército de Israel.
Em resposta, as forças israelenses atacaram diversos pontos do sul do Líbano e também o bairro de Dahieh, em Beirute, considerado o reduto do Hezbollah na capital libanesa.
Há confirmação por parte da imprensa árabe de que os ataques de Israel causaram a morte de vários membros do alto escalão do Hezbollah, inclusive de Haad Mohammed Raad, líder do bloco parlamentar do grupo e número dois na escala de comando, ficando abaixo apenas do secretário-geral Naim Qassem.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, condenou a ação da milícia xiita ao dizer que os disparos de foguetes contra Israel “colocam em risco a segurança” do país e dão aos israelenses os “pretextos” para continuar a atacar o Líbano.
Durante toda a madrugada, o Irã seguiu com disparos de mísseis balísticos contra Israel, ativando as sirenes em todo o território israelense. Pela primeira vez nesta guerra, os iranianos dispararam contra Jerusalém, deixando cinco pessoas feridas.
Apesar de ataques em sequência, em Israel os danos são considerados moderados. Um míssil iraniano atingiu em cheio uma região residencial no centro de Tel Aviv, causando grande destruição.
De acordo com a Estrela de David Vermelha, o serviço médico e de resgate emergencial do país, uma pessoa morreu e há o registro de 121 feridos.
Os israelenses tem seguido as determinações do Comando da Frente Interna, o braço do exército responsável pelas orientações à população civil.
O Irã promete uma vingança devastadora depois da morte do aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo do país.
A organização iraniana de direitos humanos Hengaw relata que as forças de segurança do regime abriram fogo contra civis que comemoravam o anúncio da morte de Khamenei em pelo menos três cidades do país.
