
Após interceptar cerca de 20 embarcações da flotilha que buscava romper o bloqueio de Israel e do Egito à Faixa de Gaza, todos os 175 ativistas foram enviados à Grécia. Mas dois membros serão trazidos para Israel: o brasileiro Thiago Ávila e o palestino Saif Abu Keshek.
Keshek é suspeito de filiação a uma organização terrorista, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel; já Thiago Ávila é suspeito de “atividade ilegal”. Ambos serão questionados pelas autoridades israelenses.
O Israel de Fato entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores de Israel e com a embaixada do Brasil em Tel Aviv em busca de esclarecimentos sobre a situação do brasileiro.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores israelense declarou que “Ávila expressou publicamente apoio a diversas organizações terroristas, incluindo o Hezbollah, o Hamas e o regime iraniano. Em fevereiro de 2025, ele compareceu ao funeral do secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah.
Por orientação da embaixada brasileira em Israel, o Israel de Fato entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Ainda não há posicionamento por parte das autoridades brasileiras.
Esta flotilha mais recente ganhou atenção depois que um dos membros sêniores do comitê diretivo foi acusado pelo grupo palestino “Heart of Falastin” de “manter relações sexuais com várias ativistas”
“Faça sexo com quem quiser. Mas fazer isso no barco, a caminho de uma nação que sofre um ‘genocídio’, com voluntários sob sua autoridade, em um espaço onde ativistas dormem, comem e trabalham juntos, é uma clara violação de poder.”
Ou seja, o argumento do grupo palestino se refere a um suposto abuso de poder em função do cargo de direção ocupado por este membro da flotilha.

