
A Jeep apresentou a linha 2027 do Compass, que passa a oferecer motorização híbrida leve de 48 volts, com promessa de redução de até 11% no consumo de combustível.
A tecnologia estreia nas versões Longitude Night Eagle e Série S, com preços sugeridos de R$ 206.990 e R$ 233.990, respectivamente.
O SUV médio também recebeu mudanças no acabamento interno, novos desenhos de rodas e uma opção inédita de cor para a carroceria.
O sistema MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle) combina o motor 1.3 turboflex de 176 cavalos com um conjunto elétrico de 48 volts, que auxilia o funcionamento do motor a combustão em determinadas situações de condução.
Diferentemente dos híbridos convencionais e plug-in, a tecnologia não permite que o veículo circule exclusivamente com energia elétrica. Sua principal função é melhorar a eficiência energética, especialmente no trânsito urbano.
Segundo dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), divulgados pela imprensa especializada, as versões híbridas leves registram consumo de 11,2 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada, com gasolina. Com etanol, os índices são de 8 km/l e 8,7 km/l, respectivamente.
Nas versões Sport e Longitude, equipadas com o motor turboflex convencional, o consumo de gasolina é de 10,1 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada. A comparação mostra que a eletrificação proporciona uma melhora de aproximadamente 11% no rendimento urbano, mas não representa vantagem em todas as condições: na estrada, o Compass convencional apresenta consumo ligeiramente menor de gasolina.
Além da economia de combustível, a Jeep informa que as versões MHEV podem ter acesso a benefícios tributários em determinadas unidades da Federação. A fabricante também anuncia isenção do rodízio municipal de veículos em São Paulo. A concessão dos incentivos depende das regras locais e do enquadramento de cada veículo.
Versões e preços
A linha 2027 mantém cinco configurações, combinando motores turboflex convencionais, tecnologia híbrida leve e tração integral.
A versão de entrada Sport custa R$ 174.990 e utiliza motor 1.3 turboflex de 176 cv. Entre os equipamentos estão central multimídia de 8,4 polegadas, painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas, ar-condicionado automático de duas zonas e seis airbags.
Por R$ 199.990, a Longitude acrescenta central multimídia de 10,1 polegadas, novos desenhos de rodas de 18 polegadas e pacote de assistência à condução ADAS de nível 2.
A Longitude Night Eagle MHEV, de R$ 206.990, introduz a motorização híbrida leve de 48 volts, além de rodas de 19 polegadas e elementos externos escurecidos.
A Série S MHEV custa R$ 233.990 e amplia a lista de equipamentos com teto solar panorâmico, sistema de som de 506 watts com subwoofer, monitoramento de pontos cegos, alerta de tráfego cruzado traseiro e revestimentos internos com Suede.
No topo da linha está a Blackhawk, oferecida por R$ 278.990. A versão mantém o motor 2.0 Hurricane turboflex de 272 cv, associado à transmissão automática de nove marchas e à tração integral 4x4. O conjunto inclui seletor de terrenos e controle automático de descida, recursos voltados à condução em superfícies de menor aderência.
Novidades no design e na tecnologia
As mudanças visuais da linha 2027 incluem novos desenhos de rodas, com 18 polegadas nas versões Sport e Longitude e 19 polegadas nas configurações Longitude Night Eagle, Série S e Blackhawk.
O interior também recebeu atualizações. Todas as versões contam com revestimentos diferenciados, enquanto Série S e Blackhawk ampliam a aplicação de Suede no painel de instrumentos e nos painéis das portas. Outra novidade é a introdução da cor Slash Gold, que passa a integrar as opções de pintura da carroceria.
Na área de conectividade, as versões equipadas com central multimídia de 10,1 polegadas combinam essa tela ao quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas. Os dois displays somam 20,35 polegadas e concentram informações de condução, entretenimento e configurações do veículo.
O pacote de assistência à condução ADAS de nível 2, disponível conforme a versão, reúne tecnologias que auxiliam o motorista em determinadas situações de trânsito. Esses recursos não dispensam a atenção permanente do condutor nem tornam o veículo autônomo.
Nas configurações com tração dianteira, o Jeep Traction Control utiliza o controle eletrônico de tração para auxiliar o veículo quando uma das rodas perde aderência. O recurso, entretanto, não substitui a tração integral oferecida pela versão Blackhawk.
Compass mantém liderança entre os SUVs médios
Segundo a Jeep, o Compass lidera o segmento brasileiro de SUVs médios há nove anos consecutivos e permanece na primeira posição no acumulado de 2026. A fabricante informa que o modelo superou 35 mil emplacamentos neste ano e ultrapassou 580 mil unidades comercializadas no Brasil desde seu lançamento.
Para Hugo Domingues, responsável pela Jeep na América do Sul, a introdução da tecnologia híbrida leve representa uma evolução do modelo, que busca atender consumidores interessados em eficiência energética sem abandonar características como desempenho, segurança e capacidade fora de estrada.
A linha 2027 também oferece mais de 20 opções de acessórios originais Mopar, incluindo tapetes de proteção, engate de reboque e frisos laterais na cor da carroceria.
