Política

PGR rejeita investigar o ministro André Mendonça (do Supremo)

O ministro Alexandre de Moraes havia acusado Mendonça de atuar de maneira parcial

Leia Mais Rápido
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a abertura de investigação por abuso de autoridade contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi apresentado por Alexandre de Moraes, que acusa Mendonça de atuar de forma parcial ao solicitar a apuração de possíveis irregularidades envolvendo seu nome no caso Banco Master.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (19), parecer contrário à abertura de investigação por abuso de autoridade contra o ministro André Mendonça. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os fatos apresentados não demonstram a prática de crime previsto na Lei de Abuso de Autoridade.

A manifestação foi solicitada pelo presidente do STF, Edson Fachin, após o ministro Alexandre de Moraes pedir a investigação de Mendonça. O pedido ocorreu depois que Mendonça solicitou a apuração de possíveis irregularidades envolvendo Moraes, cujo número de telefone foi associado a conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master.

No parecer, Gonet afirma que a conduta de Mendonça não se enquadra, com base nos elementos apresentados, nos crimes previstos na Lei nº 13.869/2019, conhecida como Lei de Abuso de Autoridade.

O procurador-geral também afastou a alegação de que os relatórios solicitados por Mendonça à Polícia Federal (PF) constituiriam provas ilícitas. Segundo Gonet, os próprios documentos informam que não possuem valor probatório nem integram formalmente a instrução processual. Dessa forma, não poderiam ser classificados como provas obtidas ilegalmente.

A controvérsia ganhou repercussão em 1º de setembro, quando Mendonça, relator do caso Master no Supremo, retirou o sigilo de informações da investigação e encaminhou a Fachin registros de conversas envolvendo Vorcaro.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, o ex-banqueiro teria trocado cerca de 50 mensagens com um número atribuído a Alexandre de Moraes antes de sua prisão, em 17 de novembro de 2025.

Moraes acusou Mendonça de atuar de maneira parcial na condução das investigações, com o objetivo de incriminá-lo. A PGR, entretanto, considerou que os elementos apresentados não justificam a abertura de investigação por abuso de autoridade contra o ministro.