Esportes

Salvador espera 2 mil atletas para
o Pan-Americano de Dragon Boat

As inscrições estão abertas até 1º de março de 2027

Foto: Mauricio Viana | Sudesb
A competição será nas águas da Praia da Penha, na Ribeira

Salvador sediará, entre 29 de março e 4 de abril de 2027, o Campeonato Pan-Americano de Dragon Boat, competição de canoagem coletiva que será realizada pela primeira vez na América do Sul. O evento acontecerá nas águas da Praia da Penha, na Ribeira, com expectativa de reunir cerca de dois mil atletas de mais de dez países.

As inscrições estão abertas até 1º de março de 2027, pelo site da Confederação Brasileira de Dragon Boat (CBDB).

-- Faça sua inscrição

No Brasil, podem participar federações, associações, clubes, equipes, membros e filiados à entidade. Nos demais países, a participação é destinada a federações, clubes e equipes vinculados à Federação Pan-Americana de Dragon Boat (PADBF).

Para o diretor-geral da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), Vicente Neto, a escolha de Salvador reflete a expansão da modalidade na Bahia, impulsionada por iniciativas de formação e aperfeiçoamento de atletas em diferentes municípios. A expectativa é de que a competição também proporcione bons resultados aos representantes baianos.

“Estamos muito felizes com a realização de um evento internacional de dragon boat em águas baianas. Isso demonstra a força e a aceitação que a modalidade encontrou aqui no estado, com um projeto voltado à iniciação e ao aprimoramento espalhado pela Bahia”, afirmou.

Para disputar o campeonato, os atletas devem ter pelo menos sete anos de idade e estar vinculados a um clube filiado à PADBF há, no mínimo, dois meses antes do início da competição. Nos países sem federação associada à entidade, os clubes interessados poderão solicitar autorização diretamente à organização pan-americana.

Cada equipe deverá contar com pelo menos dez remadores, um timoneiro e um ritmista.

-- Conheça as regras de inscrição 

A preparação da Bahia para o torneio ocorre em meio ao desenvolvimento do projeto Núcleos de Canoagem Dragon Boat Bahia, mantido em parceria pela Federação Baiana de Canoagem (Febac) e pela Sudesb, autarquia vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). A iniciativa desenvolve atividades em Salvador, Camamu, São Félix e Paulo Afonso.

Uma das equipes participantes é a Sobreviventes de Remo, composta por 16 mulheres que tiveram câncer de mama. O grupo se prepara para sua primeira participação no Pan-Americano e realiza treinamentos duas vezes por semana no Dique do Tororó, em Salvador.

Além da preparação esportiva, as integrantes encontram na canoagem uma atividade que contribui para a recuperação física e emocional, o fortalecimento da autoestima e a melhoria da qualidade de vida.

A realização do campeonato e o desenvolvimento da modalidade no estado também foram discutidos em um episódio do Sudesbcast, podcast da Sudesb, que recebeu o presidente da CBDB, Rogério Xavier, e o vice-presidente da entidade, Cesare Decarli.

De origem chinesa, o dragon boat foi introduzido na Bahia pelo italiano Cesare Decarli, inicialmente em Paulo Afonso, às margens do Rio São Francisco. Na região, a modalidade recebeu o nome de Carranca Boat, em referência às figuras tradicionais utilizadas nas embarcações do rio e associadas à proteção dos navegantes.

O esporte é praticado em barcos de aproximadamente 13 metros de comprimento, nos quais os participantes precisam sincronizar as remadas de acordo com a marcação de um tambor. Uma embarcação pode reunir até 22 atletas: 20 remadores, um timoneiro, responsável pela direção, e um ritmista, encarregado de estabelecer a cadência das remadas.

Além do caráter competitivo, o dragon boat também ganhou espaço no Brasil e em outros países por meio de projetos destinados a mulheres que tiveram câncer de mama, associando a prática esportiva à recuperação física, ao convívio social e ao bem-estar.