Comportamento / Tecnologia

Jovens a partir dos 13 anos de idade estão mudando uso de redes sociais

Redes são usadas mais para consumir do que para publicar

Foto: Ilustração feita por IA
51% da Geração Alpha é formada por adeptos de digitais, e essa participação deve chegar a 60% em 2029
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Geração Alpha tem no YouTube sua principal plataforma social nos Estados Unidos em 2026, segundo dados reunidos pela EMARKETER. O grupo usa as redes principalmente para entretenimento e consumo de conteúdo, enquanto games e compras ganham espaço e o TikTok tem crescimento projetado até 2030. Ao mesmo tempo, controles parentais e iniciativas de regulação podem tornar essa experiência mais restrita.

A Geração Alpha, formada no levantamento por nascidos entre 2013 e 2024, está desenvolvendo uma relação com as redes sociais diferente daquela observada entre integrantes da Geração Z (grupo de pessoas nascidas, de forma aproximada, entre 1997 e 2012).

Dados reunidos pela Emarketer mostram que YouTube, vídeos curtos, games, compras e algoritmos já fazem parte do ambiente digital em que essas crianças e adolescentes cresceram, enquanto o uso das plataformas também é submetido a maior controle de pais e atenção de autoridades.

Nos Estados Unidos, o YouTube aparece como a principal plataforma da Geração Alpha em 2026, com 30,7 milhões de espectadores, equivalentes a 66,3% desse público, segundo o infográfico. TikTok aparece com 8,3 milhões de usuários, seguido por Instagram, com 7,1 milhões; Snapchat, com 6,2 milhões; e Facebook, com 3,3 milhões.

A comparação proposta pela Emarketer é geracional: enquanto a Geração Z acompanhou a transformação das redes sociais em um ecossistema de entretenimento, a Alpha já entrou em um ambiente no qual entretenimento, jogos, compras e interação social tendem a se misturar na mesma experiência digital.

YouTube lidera entre a Geração Alpha

A pesquisa atribui parte da força do YouTube entre crianças à criação de um ecossistema voltado especificamente ao público infantil. O YouTube Kids combina controles parentais com uma experiência de visualização simplificada, inclusive pela televisão.

Também aponta diferença no contato inicial com as plataformas. Enquanto o Facebook aparece como a principal rede aos 13 anos para a Geração Z, o YouTube ocupa essa posição entre integrantes da Geração Alpha.

A presença do TikTok, porém, deve crescer. A Emarketer projeta que 42,9% da Geração Alpha estará no TikTok em 2030. Para o mesmo período, as projeções apresentadas são de 35,2% no Instagram e 31,1% no Snapchat.

Redes são usadas mais para consumir do que para publicar

Os dados indicam que a Geração Alpha não usa as redes prioritariamente para produzir e publicar conteúdo próprio.

80% dos pais disseram que seus filhos pré-adolescentes usam as plataformas para rolar o conteúdo, assistir a vídeos e ler publicações. Já 47% afirmaram que as crianças “definitivamente ou provavelmente” usam as redes para criar e postar conteúdo sobre si mesmas.

As plataformas também aparecem associadas a entretenimento, descoberta de produtos e consumo.

Segundo os números reunidos pela Emarketer, 67% das crianças de 8 a 12 anos usam redes sociais para entretenimento. Entre pessoas de 7 a 14 anos, 61% disseram que as redes influenciam suas compras, enquanto 19% fazem pedidos de forma independente usando as plataformas.

Os dados reforçam a avaliação apresentada no material de que as redes sociais estão deixando de funcionar como um canal isolado e passam a reunir atividades como busca, mensagens e compras.

Games ganham espaço na experiência social

Os jogos são outro componente importante desse comportamento. 51% da Geração Alpha é formada por gamers digitais, e essa participação deve chegar a 60% em 2029.

Conteúdos relacionados a games correspondem a 57% do que a Geração Alpha assiste nas redes sociais, segundo os dados apresentados.

O YouTube é um dos ambientes em que esse tipo de conteúdo tem forte presença: espectadores assistiram a 8,8 bilhões de horas de conteúdo relacionado a jogos em 2025, conforme o material.

Para a Emarketer, essa convergência contribui para tornar as redes sociais da Geração Alpha mais ligadas ao universo dos jogos do que nas gerações anteriores.

Pais e regulação podem limitar uso das plataformas

A experiência da Geração Alpha nas redes também é marcada por maior escrutínio. O levantamento destaca que pais adotam regras mais rígidas para o uso dessas plataformas por seus filhos e que legisladores, nos Estados Unidos, trabalham em iniciativas de regulação nos níveis estadual e federal.

A Emarketer avalia que esse cenário pode tornar a relação dessa geração com as redes mais restrita.