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Mar em Salvador tem ondas de até 2 metros (riscos para os banhistas)

Correntes de retorno aumentam o risco de afogamento

Ondas fortes e correntes de retorno devem manter o mar perigoso para banho em diferentes pontos da orla de Salvador entre esta sexta-feira (10 de julho) e domingo (12).

A Coordenadoria de Salvamento Marítimo de Salvador (Salvamar) recomenda que banhistas evitem trechos com bandeira vermelha e praias sem cobertura de salva-vidas.

O alerta foi divulgado depois de uma vistoria realizada pelas equipes do órgão na tarde de quinta-feira (9).

Segundo o coordenador da Salvamar, Kailani Dantas, foram observadas ondas entre 1,5 e 2 metros nas bancadas da capital, com registros maiores em alguns pontos.

De acordo com Dantas, as condições marítimas se intensificaram a partir de quarta-feira (8), sob influência de frentes frias e de uma ondulação marítima, conhecida como swell.

“Identificamos ondas entre 1,5 e 2 metros nas bancadas de Salvador, algumas ainda maiores, tornando o mar altamente perigoso em toda a orla da capital e também no Litoral Norte”, afirmou.

As correntes de retorno são fluxos de água que se deslocam da praia em direção ao mar aberto. Elas podem arrastar rapidamente o banhista para áreas mais profundas, mesmo quando a superfície da água não parece especialmente violenta.

Correntes de retorno ficam mais perigosas

A corrente de retorno também é conhecida como repuxo. Esse fenômeno forma um corredor de água que retorna para o oceano e pode carregar rapidamente uma pessoa para longe da areia.

Em praias vigiadas, os guarda-vidas costumam sinalizar esses pontos com bandeiras vermelhas. O Corpo de Bombeiros orienta que o banhista não entre no mar entre duas bandeiras vermelhas e procure locais mais seguros.

O risco aumenta em dias de chuva porque a visibilidade piora, o mar pode ficar mais mexido e o banhista tem mais dificuldade para identificar sinais como água mais escura, falha na quebra das ondas e mudança na cor da superfície.

Caso seja arrastado por uma corrente de retorno, a orientação dos bombeiros é manter a calma e nadar paralelo à praia, sem tentar vencer a correnteza de frente. Nadar contra a força da água aumenta o cansaço e reduz a chance de sair com segurança.

Também é importante levantar o braço e pedir ajuda. Pessoas na areia não devem tentar resgates sem preparo, porque podem se tornar novas vítimas. A medida mais segura é chamar os guarda-vidas ou acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

No vídeo
Como sair de uma corrente de retorno

Como reduzir o risco de acidentes

Antes de entrar no mar, a recomendação é procurar um posto de salva-vidas. Os profissionais podem indicar os trechos mais seguros e apontar locais com correntes de retorno, pedras ou outras condições perigosas.

Segundo o coordenador da Salvamar, as sinalizações instaladas na areia devem ser respeitadas mesmo quando o tempo estiver ensolarado. “O nosso objetivo é que todos possam aproveitar o fim de semana com segurança”, disse Dantas.

O que fazer ao perceber uma corrente de retorno

Quem sentir que está sendo levado para longe da praia deve tentar manter a calma, flutuar e chamar a atenção dos salva-vidas. A pessoa não deve gastar toda a energia tentando nadar diretamente contra a corrente.

Quando houver condições físicas e segurança para isso, a orientação geral é deslocar-se lateralmente, em direção paralela à praia, até sair do fluxo. As instruções dos salva-vidas presentes no local devem ter prioridade.

Tempo firme não significa mar seguro

A previsão meteorológica indica períodos de sol entre nuvens durante o fim de semana, mas as condições do tempo não eliminam os riscos provocados pelas ondas e pelas correntes.

Mesmo com baixa possibilidade de chuva, a Salvamar reforça que os banhistas devem observar a sinalização e consultar os profissionais antes de entrar na água.

Telefones para emergências no mar

Nos trechos atendidos pela Salvamar, os banhistas podem procurar diretamente os salva-vidas ou ligar para:

Salvamar: (71) 3202-4970

Nas demais praias, o Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo:

Corpo de Bombeiros: 193

Em Busca Vida, no litoral de Camaçari, o período é marcado pelo aumento da força das ondas, da influência dos ventos e da ocorrência das chamadas correntes de retorno, um dos principais fatores associados aos afogamentos nas praias brasileiras.

Diante desse cenário, a administração do Condomínio Busca Vida (CBV) voltou a intensificar sua campanha de conscientização para moradores, visitantes e frequentadores da praia, reforçando orientações que podem evitar acidentes e salvar vidas.

Localizado em uma Área de Proteção Ambiental (APA) Joanes-Ipitanga, o CBV ocupa uma área superior a 6 milhões de metros quadrados e possui acesso a uma extensa faixa de praia bastante procurada durante todo o ano. O mar da região apresenta características que exigem atenção permanente.

"O inverno costuma transmitir uma falsa sensação de tranquilidade porque a praia fica menos movimentada. No entanto, é justamente nessa época que as correntes marítimas ficam mais fortes e o risco aumenta significativamente. O mar merece respeito em qualquer estação", alerta Marcelo Dourado, síndico administrador do Condomínio Busca Vida.

Segundo ele, alguns trechos da praia apresentam mudanças constantes na formação do fundo do mar, provocadas pela dinâmica das correntes e da areia. "Existem locais onde a corrente forma verdadeiros canais que podem arrastar rapidamente o banhista em direção ao mar aberto. Muitas vezes a pessoa está caminhando em um trecho aparentemente raso e, poucos metros adiante, perde completamente o contato com o fundo", explica.