
O Irã realizou, na noite deste domingo (7 de junho), uma sequência de ataques contra o norte de Israel.
Após a ofensiva, a Defesa Civil israelense cancelou as aulas em todo o país a partir dessa segunda-feira (8), com a ressalva de que as diretrizes podem ser modificadas a qualquer momento.
Por volta das 17h de domingo, veículos da imprensa israelense já apontavam a possibilidade de um ataque iraniano contra o norte de Israel. Cerca de uma hora depois, mísseis balísticos foram lançados.
A ofensiva teve impacto em eventos no país. A partida de basquete entre Hapoel Tel Aviv e Hapoel Jerusalém foi interrompida antes do fim.
Apesar da suspensão das aulas, o Aeroporto Internacional de Tel Aviv continua operando normalmente.
O governo iraniano afirmou que a ofensiva contra Israel foi uma resposta a ações militares contra o Hezbollah, em Beirute.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, também ameaçou Israel após o ataque contra uma área ligada ao Hezbollah na capital libanesa. Em publicação no X, ele escreveu: “Eles não respeitam o cessar-fogo, nem acreditam no diálogo”.
Na mesma manifestação, Qalibaf afirmou: “Com o bloqueio naval e a violação dos acordos relativos ao Líbano, mostraram que só entendem a linguagem da força”.
Ele também indicou possíveis alvos. “Bases e os ativos norte-americanos e israelenses na região são alvos legítimos”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Nossas forças estão prontas, como sempre”.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, publicou no X uma imagem com as bandeiras do Irã e do Líbano.
Trump pede que Israel evite responder
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse publicamente ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que não deseja uma resposta de Israel.
Em entrevista ao site Axios, Trump afirmou: “Os ataques iranianos não feriram ninguém. Espero que Israel não retalie”.
Ele também declarou: “Se Netanyahu os atingir, isso vai continuar como tem acontecido nos últimos 47 anos. Ou nos últimos 3 mil anos”.
Trump disse ainda que as negociações com Teerã estariam próximas de um desfecho. “Estamos muito perto de um acordo final com o Irã. Não quero estragar tudo por causa do que está acontecendo agora”, afirmou.
O chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, afirmou que o país poderá responder militarmente. “Vamos atacar o inimigo, quando houver sinal verde”, disse.

