Os temporais registrados no Rio Grande do Sul já provocaram danos em 206 municípios e deixaram 682 pessoas desalojadas em 47 cidades.
Os números constam no balanço divulgado pela Defesa Civil estadual na manhã deste sábado (25) e podem mudar à medida que as prefeituras atualizem as ocorrências.
As chuvas, rajadas de vento e quedas de granizo causaram alagamentos, inundações, destelhamentos, quedas de árvores e postes, interrupções de energia e bloqueios de estradas. Também foram registrados danos em pontes, imóveis e áreas rurais.
A preocupação aumenta porque uma nova sequência de tempestades está prevista entre domingo (26) e terça-feira (28).
Conforme a Defesa Civil, as rajadas podem superar 90 km/h, enquanto os acumulados de chuva podem passar de 120 milímetros em curto período e chegar a 200 milímetros em 48 horas em algumas áreas.
-- Chuva fraca: abaixo de 5 mm/h
-- Chuva moderada: entre 5 e 25 mm/h
-- Chuva forte: entre 25,1 e 50 mm/h
-- Chuva muito forte: acima de 50 mm/h
| Classificação | Velocidade do Vento (km/h) | Descrição |
|---|---|---|
| Calmaria | 0 a 5 km/h | Folhas paradas, fumaça sobe verticalmente |
| Brisa leve | 6 a 11 km/h | Movimento de folhas, sensação no rosto |
| Brisa moderada | 12 a 28 km/h | Move galhos, levanta poeira e papel |
| Vento forte | 29 a 49 km/h | Galhos balançam, guarda-chuvas viram |
| Rajadas muito fortes | 50 a 74 km/h | Pode causar quedas de galhos e objetos |
| Tempestade/Vendaval | Acima de 75 km/h | Danos estruturais, quedas de árvores |
A localização dos maiores volumes ainda é incerta. A previsão não significa que todo o Rio Grande do Sul receberá essa quantidade de chuva.
Uma pessoa é considerada desalojada quando precisa sair temporariamente de casa, mas permanece na residência de parentes, amigos ou em outro local particular. O termo é diferente de desabrigado, usado para quem depende de abrigo público ou provisório.
Rios elevados e solo encharcado aumentam o risco
A nova chuva deve atingir um estado que ainda enfrenta os efeitos das precipitações anteriores. Rios permanecem elevados, enquanto o solo encharcado tem menor capacidade de absorver água.
Essa combinação favorece alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos. Também aumenta a possibilidade de quedas de árvores, já que as raízes ficam menos firmes em terrenos saturados.

A Defesa Civil mantém o monitoramento de diferentes bacias hidrográficas. Nos últimos dias, foram emitidos alertas relacionados aos rios Uruguai, Jacuí, Taquari e dos Sinos, além do Guaíba.
Em áreas próximas a rios e arroios, uma inundação pode ocorrer mesmo depois de a chuva diminuir, porque a água leva tempo para avançar pelas bacias e chegar aos trechos mais baixos.
Quando o risco de tempestades aumenta
Para domingo (26), a previsão indica tempestades isoladas, com possibilidade de granizo, rajadas de vento e chuva moderada a forte em pontos do estado.
As áreas com maior condição para instabilidade são:
-- Noroeste
-- Norte
-- Nordeste
-- Serra
-- Região Metropolitana de Porto Alegre
-- Litoral Norte
Entre segunda-feira (27) e terça-feira (28), aumenta o risco de tempestades severas. As regiões Oeste, Campanha, Centro, Sul, Costa Doce, Metropolitana, Vales, Serra e Litoral estão entre as áreas que exigem maior atenção.
Os temporais podem provocar granizo, chuva intensa e ventos superiores a 90 km/h. Rajadas dessa intensidade têm potencial para derrubar árvores, postes e estruturas mal fixadas, além de causar destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia.
Na terça-feira, os acumulados podem superar 120 milímetros em curto período. Em determinados pontos, o total pode chegar a 200 milímetros em 48 horas, o equivalente a 200 litros de água por metro quadrado.
Estradas, pontes e rede elétrica estão entre as estruturas afetadas
Os danos à infraestrutura podem prolongar os efeitos dos temporais mesmo depois que a água baixar.
Quedas de árvores e barreiras bloqueiam vias, enquanto rios e arroios elevados podem cobrir pontes ou danificar suas cabeceiras. Uma estrutura atingida deve permanecer interditada até que passe por avaliação técnica.
Em áreas rurais, bloqueios podem dificultar o acesso de moradores e o transporte de alimentos, medicamentos e produtos agrícolas.
As rajadas e quedas de árvores também atingem a rede elétrica. Cabos rompidos e postes derrubados podem deixar bairros e comunidades sem energia.
A população não deve se aproximar de fios caídos, postes inclinados ou árvores apoiadas na rede. A ocorrência precisa ser comunicada à concessionária e aos serviços de emergência.
Como agir durante tempestades e alagamentos
A Defesa Civil recomenda acompanhar os alertas oficiais, porque a localização e a intensidade das tempestades podem mudar rapidamente.
Durante os temporais:
-- Procure um local protegido
-- Mantenha distância de árvores, postes, placas e estruturas metálicas
-- Retire objetos soltos de sacadas, pátios e telhados, quando isso puder ser feito com segurança
-- Não atravesse ruas, estradas ou pontes cobertas pela água
-- Respeite bloqueios e orientações das autoridades
-- Evite contato com água de alagamentos
-- Prepare documentos, medicamentos e itens essenciais caso viva perto de rios ou encostas
-- Deixe imediatamente o local se houver rachaduras, movimentação do terreno, inclinação de árvores ou postes e outros sinais de instabilidade
A Defesa Civil atende pelo telefone 199. Em emergências, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193.
Como os rios continuam elevados e há previsão de novos volumes expressivos de chuva, a orientação é consultar atualizações oficiais antes de viajar ou permanecer em áreas sujeitas a inundações e deslizamentos.
