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Deolane Bezerra volta a ser presa

A influenciadora e advogada foi presa pela primeira vez em setembro de 2024

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Deolane Bezerra foi presa em Barueri na Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A ação mira também Marcola e prevê bloqueio superior a R$ 327 milhões, além da apreensão de veículos, imóveis e buscas internacionais.

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, durante uma ação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil.

Deolane foi encontrada em sua residência, uma mansão de luxo localizada em um condomínio conhecido da cidade.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, que apura um esquema de lavagem de dinheiro atribuído à facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe da organização criminosa e preso na Penitenciária Federal de Brasília, também está entre os alvos da investigação.

A operação é resultado de uma apuração conduzida há anos. As investigações apuram um esquema de lavagem de dinheiro relacionado com com uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. 

Ainda conforme a apuração, a transportadora transferia valores para outras contas bancárias com o objetivo de dificultar a identificação da origem e do destino dos recursos. Duas dessas contas, segundo a investigação, estão registradas em nome de Deolane Bezerra.

Também foram presos Everton de Souza, indicado como operador financeiro da organização, e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, que está em Madri.

Outros alvos são o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, e o sobrinho dele, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Os policiais civis cumprem seis mandados de prisão preventiva. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões, além da apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

As investigações da Operação Vérnix também avançaram fora do Brasil, com foco na Itália, na Espanha e na Bolívia. Os investigados foram incluídos na Lista Vermelha da Interpol.

A Polícia Federal e o Ministério Público prestam apoio às buscas internacionais relacionadas ao caso.

Deolane já havia sido presa em setembro de 2024, em Recife, durante desdobramentos da Operação Integration. Na ocasião, a Polícia Civil investigava um suposto esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.