Turismo

Turistas vão poder seguir a rota dos cafés especiais no sudoeste baiano

A proposta é oferecer ao visitante uma imersão na história e na cultura cafeeira regional

Foto: Ilustração GPT Imagens IA
As experiências incluem visitas a lavouras e atividades gastronômicas
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A Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista integra a zona turística Caminhos do Sudoeste, entre Barra do Choça e Vitória da Conquista, com visitas a fazendas, degustações e experiências rurais. A iniciativa busca fortalecer o turismo regional e diversificar a economia cafeeira.

Entre lavouras, cafeterias, cooperativas, espaços rurais e experiências gastronômicas, o Planalto da Conquista começa a transformar um de seus principais símbolos econômicos em produto turístico estruturado.

A Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista passou a integrar a zona turística Caminhos do Sudoeste, com um percurso de aproximadamente 54 quilômetros entre Barra do Choça e Vitória da Conquista.

Segundo a Secretaria de Turismo da Bahia, o roteiro reúne 22 fazendas; a Prefeitura de Barra do Choça usa formulação mais ampla, ao se referir a propriedades rurais, cooperativas e empreendimentos ligados à produção de cafés especiais.

A proposta é oferecer ao visitante uma imersão na história e na cultura cafeeira regional. As experiências incluem visitas a lavouras, demonstrações de etapas da produção, degustações de cafés especiais e atividades gastronômicas associadas ao produto.

A rota foi apresentada como novo atrativo turístico do Sudoeste baiano, em uma iniciativa que envolve a Setur-BA e a Prefeitura de Barra do Choça.

A parceria também prevê sinalização turística, qualificação de serviços por meio do QualiTurismo Bahia e a abertura de um posto do Serviço de Atendimento ao Turista no município.

A iniciativa chega em um momento em que o turismo rural e de experiência ganha espaço como alternativa para diversificar a economia de regiões produtoras.

No caso do Planalto da Conquista, o café deixa de ser apenas um produto agrícola e passa a ser apresentado como eixo de visitação, cultura, gastronomia e identidade territorial.

A Agência Sebrae de Notícias informou que a região produz, em média, 600 mil sacas de café por ano e movimenta cerca de R$ 900 milhões, dados que ajudam a dimensionar o peso econômico da cafeicultura local.

A comercialização do novo roteiro começou a ser estimulada com ações voltadas ao setor turístico. Entre 23 e 26 de abril, a Setur-BA promoveu uma visita de 23 agentes e guias de turismo de Salvador.

O grupo visitou propriedades como Estância da Barra, Ouro Verde, Reserva do Vale, Vidigal, Café das Meninas, Eufrásio e Colheita das Alegrias, além de outros atrativos rurais e artesanais. A ação buscou apresentar o destino a profissionais responsáveis por vender pacotes e experiências turísticas.

Embora o café seja o principal atrativo, a rota não se limita à bebida. As fontes oficiais mencionam a presença de produtos artesanais, vivências em fazendas, produção de mel, espaços de eventos, contato com a natureza e experiências ligadas a outros alimentos regionais.

Essa diversificação amplia o potencial do roteiro, pois permite atrair visitantes interessados não apenas na degustação de cafés especiais, mas também em turismo rural, cultura local e gastronomia.

Barra do Choça aparece como um dos eixos centrais da iniciativa. O município é apresentado pelo Governo da Bahia como a maior produtora de café arábica do Norte-Nordeste brasileiro e tem recebido investimentos públicos voltados à infraestrutura, agricultura familiar e desenvolvimento local. Para o turismo, esse contexto reforça a possibilidade de associar reputação produtiva, qualidade do café e experiência de visitação.

Vitória da Conquista também aparece como peça estratégica. A prefeitura do município afirma que o projeto dialoga com estudos iniciados em 2012 na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, que identificaram um arco produtor formado por sete municípios: Encruzilhada, Ribeirão do Largo, Barra do Choça, Planalto, Poções, Nova Canaã e Vitória da Conquista.

O desafio, agora, é transformar potencial em fluxo regular de visitantes. Para isso, serão decisivos fatores como qualificação do atendimento, infraestrutura de acesso, sinalização, definição de preços, integração entre propriedades, presença em operadoras de turismo e capacidade de preservar a autenticidade das experiências rurais.

A proximidade com o Aeroporto de Vitória da Conquista, destacada pela Setur-BA, pode favorecer a chegada de turistas de outros mercados, especialmente em roteiros personalizados ou de pequenos grupos.