
A Bahia registrou, em abril de 2026, o menor número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) dos últimos 14 anos, segundo dados da Polícia Civil.
O estado contabilizou 256 casos de homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. No mesmo período, indicadores sociais também apontaram queda histórica na desigualdade de renda.
Entre janeiro e abril de 2026, as forças de segurança reduziram em 23% os crimes graves contra a vida em comparação com o mesmo período de 2025. Foram 1.119 ocorrências neste ano, contra 1.449 registradas no ano anterior.
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou que os resultados estão relacionados aos investimentos realizados pelo Governo do Estado para ampliar a estrutura operacional e fortalecer as ações de inteligência policial.
Segundo Werner, nos últimos três anos e quatro meses, o governo contratou 9.500 policiais, bombeiros e peritos, além de investir cerca de R$ 1,3 bilhão em novas unidades, armamentos, equipamentos de inteligência e capacitação profissional.
As operações de inteligência também intensificaram o combate ao crime organizado interestadual e transnacional. Em 2026, seis líderes de facções criminosas foram capturados em ações que identificaram a utilização da Bolívia como rota para lavagem de dinheiro e esconderijo de integrantes de grupos criminosos.
A prisão mais recente aconteceu no domingo (10), durante a Operação Artemis. Um casal apontado como liderança de facção com atuação na Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco foi localizado e preso.
A operação reuniu forças estaduais e federais, além de contar com apoio da Interpol e da Polícia Boliviana. De acordo com Marcelo Werner, o trabalho de inteligência tem papel fundamental na localização de lideranças criminosas e na desarticulação financeira das facções.
Na área social, a Bahia alcançou, em 2025, o menor índice de desigualdade da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do IBGE. O Índice de Gini da renda domiciliar caiu de 0,470 para 0,466.
O deputado estadual Niltinho afirmou que os números refletem políticas públicas voltadas para inclusão social, geração de emprego e fortalecimento da economia baiana.
Dados do IBGE também apontam que o rendimento médio mensal domiciliar per capita no estado chegou a R$ 1.452 em 2025. O valor representa crescimento de 4,2% em relação a 2024 e é o maior registrado nos últimos 14 anos. Este foi o quinto ano consecutivo de aumento da renda média na Bahia.
Com o resultado, a Bahia passou a apresentar a menor desigualdade social do Nordeste e a quinta menor do país. Apesar da melhora nos indicadores, os 10% mais ricos ainda concentram 36,8% da renda domiciliar estadual.
O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que o estado continuará investindo em políticas para reduzir as desigualdades sociais e ampliar oportunidades para a população baiana.

