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Avião se choca contra prédio em Belo Horizonte (2 pessoas morrem)

Outras 3 pessoas ficaram feridas

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Avião de pequeno porte atingiu prédio no bairro Silveira, em BH, nesta segunda. Piloto e copiloto morreram, e três passageiros foram resgatados. O Cenipa investigará as causas. Ocorrência se soma a acidentes recentes como Vinhedo, Gramado, Ubatuba e Barra Funda.

Um avião de pequeno porte atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (4), depois de decolar do Aeroporto da Pampulha.

Piloto e copiloto morreram, e três passageiros foram resgatados com vida e encaminhados para atendimento médico.

A aeronave bateu em um edifício de três andares na Rua Ilacir Pereira Lima, na altura do número 667, e caiu na área de estacionamento de um supermercado.

Não houve registro de moradores feridos no prédio, que foi evacuado, enquanto Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil e equipes de investigação aeronáutica atuaram no local.

As primeiras informações apontam que a aeronave havia passado por Belo Horizonte após sair de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. O avião deixou a cidade entre 8h e 8h30, fez parada na capital mineira, teve mudança de passageiros e seguiria para São Paulo.

Após a decolagem da Pampulha, o avião caiu poucos minutos depois. A Agência Brasil informou que a aeronave atingiu um prédio no fim da manhã e que o acidente ocorreu antes de as causas serem conhecidas.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) lamentou as mortes e a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), acionou investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III).

Dinâmica inicial ainda depende de investigação

Imagens registradas por veículos de imprensa mostram a aeronave perdendo altitude antes de atingir o imóvel. O impacto ocorreu em uma área de circulação do edifício, e o avião caiu logo em seguida na região do estacionamento. As causas da perda de altitude ainda não foram confirmadas.

A Defesa Civil municipal foi acionada para avaliar a estrutura do prédio. Moradores foram retirados preventivamente, e a área foi isolada para permitir o trabalho dos socorristas, peritos e investigadores.

A apuração técnica ficará sob responsabilidade do Cenipa, órgão da FAB que atua na investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos. Segundo o próprio Cenipa, o Painel Sipaer reúne dados sobre acidentes e incidentes graves da aviação civil brasileira nos últimos dez anos, com foco em prevenção e segurança de voo.

A investigação aeronáutica não tem como objetivo apontar culpa criminal. Em explicação sobre o caso Voepass, a FAB informou que as investigações do Cenipa buscam identificar fatores contribuintes e emitir recomendações de segurança para evitar recorrências.

Histórico de acidentes

O acidente em Belo Horizonte ocorre em meio a uma sequência de ocorrências fatais com aeronaves de pequeno porte e também com aviação regional no país. 

A maioria dos casos recentes listados envolve aeronaves de pequeno porte, usadas em voos privados, táxi aéreo, deslocamentos regionais ou operações executivas. Esse tipo de operação costuma ocorrer em aeroportos menores, rotas curtas e, em alguns casos, áreas próximas a centros urbanos.

O caso de Vinhedo foi diferente porque envolveu um voo comercial regional regular. A aeronave ATR 72 da Voepass transportava 58 passageiros e quatro tripulantes, segundo a FAB. O reporte preliminar apontou que a investigação seguiria linhas relacionadas a fatores humanos, materiais e operacionais, incluindo sistemas de proteção contra gelo e desempenho da tripulação.

Após o acidente de Vinhedo, a Anac suspendeu cautelarmente as operações da Voepass em março de 2025, até que a empresa demonstrasse capacidade de garantir o nível de segurança previsto nos regulamentos.