Política

Pastor Silas Malafaia vira réu
por falas contra generais

A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR)

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Malafaia foi denunciado por injúria e calúnia
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A Primeira Turma do STF tornou Silas Malafaia réu por injúria contra Tomás Paiva e outros generais. A denúncia por calúnia não foi aceita após empate no julgamento. A defesa diz que houve crítica genérica, retratação e ausência de foro privilegiado.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (28), receber denúncia contra o pastor Silas Malafaia pelo crime de injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e outros generais da corporação.

A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusou Malafaia de injúria e calúnia por declarações feitas durante uma manifestação de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em São Paulo.

No ato, realizado em abril do ano passado, o pastor, apoiador de Bolsonaro, chamou os generais de “frouxos, covardes e omissos”. Ele também afirmou que os militares “não honram a farda que vestem”.

O julgamento terminou empatado em 2 votos a 2. Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram para que a denúncia fosse aceita pelos crimes de injúria e calúnia, como havia pedido a PGR. Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, porém, defenderam que o pastor respondesse apenas por injúria.

Com o empate, prevaleceu o entendimento de que a decisão deve favorecer o réu. Assim, Malafaia passou a responder somente pelo crime de injúria.

Durante o andamento do caso, a defesa afirmou que o pastor utilizou “palavras fortes” em uma crítica genérica aos generais, sem mencionar nominalmente Tomás Paiva.

Os advogados também sustentaram que Malafaia se retratou das declarações e alegaram que ele não deveria ser julgado pelo STF, por não possuir foro privilegiado.