Política

Deputado Gustavo Gayer vira réu por injúria contra presidente Lula

A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR)

Foto: Lula Marques | Agência Brasil
Deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO)
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A Primeira Turma do STF tornou Gustavo Gayer réu por injúria contra Lula. A denúncia envolve imagem falsa, feita com inteligência artificial, que associava o presidente ao Hamas e ao nazismo. O colegiado seguiu, por unanimidade, o voto de Flávio Dino.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (28), abrir ação penal contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) pelo crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão foi tomada por unanimidade, após os ministros aceitarem denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A acusação envolve a publicação de uma imagem falsa que associava Lula ao grupo terrorista Hamas e ao nazismo.

Em 2024, Gayer divulgou uma montagem feita com inteligência artificial. Na imagem manipulada, o presidente aparecia com roupas militares e uma braçadeira com o símbolo da suástica nazista.

Depois da publicação, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao deputado que retirasse a postagem do ar e acionou o Ministério da Justiça. Na sequência, a Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para apurar o caso.

Na sessão desta terça-feira, a Primeira Turma acompanhou, por 4 votos a 0, o voto do relator, ministro Flávio Dino, favorável ao recebimento da denúncia e à abertura da ação penal.

Dino afirmou que a imunidade parlamentar não protege o uso de inteligência artificial para divulgar montagem com esse tipo de conteúdo. "Esse tema adquire especial gravidade em tempos de perigosíssimas manipulações de imagem e de vozes", afirmou.

O voto do relator foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Durante a tramitação do inquérito, a PGR chegou a propor a suspensão do processo, mas a defesa do deputado não compareceu. Na sessão desta terça-feira, Gayer também não apresentou advogado.