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Dólar cai abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos

No acumulado do mês, o dólar registra queda de 3,51%

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Dólar caiu para R$ 4,997 e fechou abaixo de R$ 5, enquanto o Ibovespa bateu recorde aos 198.001 pontos. Mercados reagiram à sinalização de negociação entre Estados Unidos e Irã. Petróleo subiu, mas desacelerou após falas de Donald Trump.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (13) abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos, enquanto o Ibovespa renovou sua máxima histórica ao fechar acima de 198 mil pontos.

O mercado reagiu à melhora no ambiente externo após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma possível negociação com o Irã, mesmo com a escalada de tensões no Oriente Médio.

A moeda norte-americana à vista terminou o dia cotada a R$ 4,997, com recuo de R$ 0,014, equivalente a 0,29%. Trata-se do menor valor desde 27 de março de 2024. Na mínima da sessão, por volta das 14h20, chegou a R$ 4,98.

No acumulado do mês, o dólar registra queda de 3,51%. Em 2026, a desvalorização soma 8,96%.

Ao longo da manhã, a divisa chegou a subir diante das preocupações com o Oriente Médio. No entanto, perdeu força durante a tarde depois de Trump afirmar que o Irã demonstrava interesse em negociar, o que reduziu a cautela dos investidores.

O movimento no Brasil acompanhou o cenário externo. O índice DXY, que compara o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, também caiu ao longo do dia.

O euro comercial fechou vendido a R$ 5,876, com leve baixa de 0,02%. A moeda europeia atingiu o menor patamar desde o fim de junho de 2024.

Na bolsa de valores, o Ibovespa avançou 0,34% e encerrou a sessão aos 198.001 pontos, novo recorde histórico de fechamento. Durante o pregão, o índice chegou a ultrapassar os 198.100 pontos.

A alta foi puxada principalmente por papéis de grandes empresas ligadas a commodities, como mineração e petróleo, além da entrada contínua de capital estrangeiro. Em abril, o índice acumula ganho de 5,62%. No ano, a valorização chega a 22,89%.

O desempenho do mercado brasileiro acompanhou o das bolsas de Nova York, que também subiram com a percepção de menor tensão geopolítica.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones avançou 0,63%. O S&P 500 subiu 1,02% e recuperou as perdas acumuladas desde o início da guerra no Oriente Médio. Já o Nasdaq, concentrado em ações de tecnologia, fechou em alta de 1,23%.

A possibilidade de retomada das conversas entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir a aversão ao risco nos mercados internacionais.

No mercado de petróleo, os preços subiram em meio às tensões no Oriente Médio e ao bloqueio de portos iranianos pelos Estados Unidos.

O barril do Brent, referência internacional, terminou o dia cotado a US$ 99,36, alta de 4,36%. O WTI, referência nos Estados Unidos, fechou a US$ 99,08, com avanço de 2,6%.

Durante boa parte da sessão, os dois contratos ficaram acima de US$ 100, mas perderam força após as declarações de Trump.

Apesar do alívio parcial nos mercados, investidores seguem atentos aos desdobramentos no Estreito de Ormuz, área estratégica para o transporte global de petróleo.