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Comédia 'Auto da Barca do Inferno' entra em cartaz no Teatro Molière

A obra ganha uma versão contemporânea voltada ao teatro popular baiano

Foto: João Pereira dos Santos | Divulgação
O espetáculo usa a sátira social mordaz, humor irreverente, ironia e riso

A Comédia “Auto da Barca do Inferno” chega ao Teatro Molière, na Aliança Francesa (Avenida Sete de Setembro, 401, Ladeira da Barra), nos  dias 10 e 11 de abril (sexta, sábado, às 20 h) e no domingo 12 de abril,às 18 h.

A encenação do Coletivo Teatral Grupo Trapos e Cia. (Salvador, Bahia) apresenta uma releitura do clássico da literatura teatral portuguesa do século XVI, escrito pelo dramaturgo Gil Vicente.

Com adaptação e direção artística de Solange Simões, a obra ganha uma versão contemporânea voltada ao teatro popular baiano, com a contextualização sociocultural da realidade brasileira de hoje. 

Ecoando a máxima “ridendo castigat mores” (rindo se castigam os costumes), o espetáculo usa da sátira social mordaz, humor irreverente, ironia e riso para expor as hipocrisias, a corrupção e os absurdos comportamentais.

Entre trilha sonora, encenação e texto, a peça constrói recriações poéticas que revelam a pluralidade cênico-musical da cultura nordestina e suas raízes ibérico-portuguesas.

O "Auto" é protagonizado pelo ator Lázaro Machado (vencedor do Troféu Bahia Aplaude – Prêmio Copene de Teatro, 2001), que interpreta o zombeteiro e sarcástico 'Diabo'. Lázaro, que também é diretor de teatro e possui passagens pela televisão e pelo cinema (nos filmes Malês e Ó Paí, Ó 1 e 2), assina ainda a assistência de direção do espetáculo.

Sinopse

A narrativa utiliza a metáfora do caminho para o 'Céu' ou para o 'Inferno', criada por Gil Vicente, como linha de ação que se desenvolve em um cais imaginário. Nele, surgem personagens alegóricos — como o Diabo, seu Companheiro e o Anjo Nordestino — além de tipos sociais hilários, recriados com roupagem contemporânea, caracterização e falas repletas de gírias e expressões do 'dicionário baianês', o que promove identificação cultural, diversão e o riso do público.

Os demais personagens são interpretados por artistas veteranos e iniciantes na cena teatral baiana, citando: Clóvis Oliveiras (Anjo Nordestino e o Passageiro Excluído); Angela Daltro - Melhor Atriz Performance  Prêmio Braskem, Troféu Bahia Aplaude 2025 (Brizida Vaz, Procuradora e A Enforcada); Ronildo Carvalho (Companheiro e o Mago das Finanças);  Alderman Ribeiro (Dr. Henrique e Padre; Iraquitan Santana (Ruralista e Corruptor Cesar Muniz); Ruan Ribeiro ( Juiz e Florêncio);  Thais Damasceno (Joana e esposa de Dr. Henrique); Dançarina Mel Mello (Prostituta e Folguedo Burrinha).

O cenário tridimensional de Edy Ribeiro incorpora duas barcas confeccionadas de material reciclado. A direção coreográfica de Paco Gomes; a cenografia digital em vídeo arte de Evandro Cesinha; iluminação de Miro Nascimento, que cria o tom alegórico e o colorido da festa popular. A produção executiva é Silvia Simone, a produção do Coletivo Teatral Grupo Trapos.

Anote

Datas e horários: 10 e 11 de abril (sexta e sábado), às 20 h, também, dia 12 de abril (domingo), às 18 h
Local: Teatro Molière (Avenida Sete de Setembro, 401, Ladeira da Barra)
Entrada: R$ 60 (Inteira) e R$30 (Meia)