Bahia / Cidade

Salvador tem chuva muito forte
e Defesa Civil entra em alerta

A previsão é de continuidade das chuvas

Foto: LEIAMAISba
NA BAHIA
Mais de 180 cidades encontram-se sob alerta de chuvas intensas

A Defesa Civil de Salvador (Codesal) elevou o nível operacional da cidade de observação para atenção devido às fortes chuvas que atingiram a capital baiana nas últimas horas.

A mudança foi motivada pelos altos volumes de precipitação registrados em diversos bairros, sob influência de um cavado próximo à costa associado a um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN).

De acordo com dados do órgão, no domingo (29), os maiores acumulados foram registrados nos bairros da Liberdade (122,2 mm), Boa Vista de São Caetano (116,8 mm) e Pau Miúdo (109,8 mm).

Fique sabendo
A força da chuva

-- Chuva fraca: abaixo de 5 mm/h
-- Chuva moderada: entre 5 e 25 mm/h
-- Chuva forte: entre 25,1 e 50 mm/h
-- Chuva muito forte: acima de 50 mm/h

Diante das condições meteorológicas, a Codesal também enviou alertas via SMS à população, informando a alteração do nível e reforçando a necessidade de atenção redobrada, especialmente em áreas de risco.

A previsão para esta segunda-feira (30) e terça-feira (31) é de continuidade das chuvas, com pancadas intercaladas por períodos de abertura de sol, o que mantém o cenário de alerta para possíveis ocorrências.

O diretor-geral da Codesal, Adriano Silveira, destacou o órgão segue de plantão diuturnamente, monitorando a situação e pronto para atender qualquer ocorrência.

A Defesa Civil reforça que funciona como serviço essencial e mantém plantão ininterrupto 24 horas. Em caso de emergência, a população deve acionar o órgão pelo telefone 199.

Na Bahia, mais de 180 cidades encontram-se sob alerta de chuvas intensas  e 46 cidades sob alerta amarelo.

A lista de municípios em alerta abrange áreas do litoral, recôncavo e sul da Bahia, como a capital Salvador, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Camaçari e Lauro de Freitas.

Entenda

As cores dos alertas

Alerta amarelo – perigo potencial
-- O que é: Situação de atenção.
-- O que significa: O fenômeno climático (chuva, vento, calor, etc.) pode causar problemas pontuais, como pequenos alagamentos ou queda de galhos.
-- Qual o risco: Baixo, mas existente, especialmente em áreas vulneráveis.
-- O que fazer: Acompanhar a previsão do tempo, evitar locais de risco e se preparar caso o alerta evolua.

Alerta laranja – perigo
-- O que é: Situação de perigo moderado a alto.
-- O que significa: Há previsão de fenômenos mais intensos, como chuvas fortes e volumosas, ventos fortes ou tempestades elétricas.
-- Qual o risco: Médio a alto de alagamentos, deslizamentos de terra e outros danos.
-- O que fazer: Evitar sair de casa, proteger pertences, desligar aparelhos eletrônicos e seguir as orientações da Defesa Civil.

Alerta vermelho – grande perigo
-- O que é: Situação de alerta máximo.
-- O que significa: O fenômeno climático é muito intenso e fora do normal, com potencial para causar grandes estragos, como enchentes severas, desabamentos e desabrigados.
-- Qual o risco: Alto a extremo para a população.
-- O que fazer: Seguir imediatamente as orientações das autoridades. Em alguns casos, é necessário deixar a residência e buscar abrigo seguro.

Municípios com volumes elevados de chuva

Barra (Vale do São Francisco)
-- 123,6 mm em 24 horas

Lençóis (Chapada Diamantina)
-- Chuvas fortes registradas no último fim de semana

No rio São Francisco, a estação de Bom Jesus da Lapa registrou, às 9h30 desta segunda-feira, cota de 701 centímetros, valor acima da cota de emergência para inundação, estabelecida em 625 cm.

Mais a jusante, no município de Barra, o nível do mesmo rio atingiu 578 cm no mesmo horário, superando a cota de alerta (560 cm), com tendência de elevação nas próximas horas.

Na bacia do rio Pardo, a estação de Itapetinga apresentou nível de 338 cm às 9h45, permanecendo acima da cota de alerta (305 cm), embora com tendência de redução.

O meteorologista Henrique Mendonça explica que o cenário é resultado da persistência de sistemas atmosféricos que favorecem a formação de nuvens carregadas. “Em algumas localidades, as chuvas podem ocorrer com maior intensidade, elevando o potencial de transtornos à população”, explica.

Henrique destaca ainda que a situação se agrava diante dos acumulados registrados nos últimos dias, que mantêm o solo encharcado e ampliam o risco de alagamentos e deslizamentos de terra, sobretudo em áreas urbanas e regiões historicamente vulneráveis.