Bahia

Produtos da agricultura familiar alimentam estudantes na Bahia

O investimento público é de R$ 50,2 milhões

Foto: Douglas Amaral
16 itens serão adquiridos da agricultura familiar, na Bahia
Leia Mais Rápido
Bahia amplia de seis para 16 os itens adquiridos da agricultura familiar para merenda escolar, abrangendo todos os 27 territórios educacionais. Com investimento de R$ 50,2 milhões, a medida fortalece a alimentação dos estudantes e impulsiona a economia rural local.

A Secretaria da Educação da Bahia publicou, nesta quinta-feira (29), edital da 2ª Chamada Pública Centralizada do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que expande a aquisição de alimentos da agricultura familiar para todos os 27 Núcleos Territoriais de Educação do estado, com investimento de R$ 50,2 milhões.

A nova chamada pública, divulgada no Diário Oficial do Estado, eleva de seis para 16 os itens comprados da agricultura familiar e amplia a abrangência territorial da política, anteriormente limitada a três núcleos, para toda a rede estadual de ensino. A iniciativa busca fortalecer a alimentação escolar e valorizar a produção local em todas as regiões da Bahia.

A autorização para lançamento do edital foi dada pelo governador Jerônimo Rodrigues na noite anterior (28), durante a abertura da 3ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, realizada no Centro de Convenções de Feira de Santana. Na ocasião, o governador destacou a importância da participação social e o papel das conferências na formulação de políticas públicas efetivas. “As propostas construídas aqui não ficam apenas no papel. Elas orientam o planejamento do governo e se transformam em políticas públicas, investimentos e ações concretas para quem vive e produz no campo, nas águas e nas florestas”, afirmou.

O PNAE prevê que, no mínimo, 30% dos alimentos adquiridos para a merenda escolar sejam provenientes da agricultura familiar. Na Bahia, essa diretriz foi ampliada: o estado destina 100% dos recursos federais do programa à compra desses produtos de pequenos produtores e empreendedores rurais.

A secretária da Educação, Rowenna Brito, destacou que a expansão da chamada pública reflete uma política estratégica do governo estadual voltada à segurança alimentar e à melhoria do desempenho escolar. “Começamos com seis itens em três territórios e hoje alcançamos os 27 territórios de identidade, com diversidade de produtos e impacto direto na qualidade da alimentação dos estudantes”, afirmou. Ela também ressaltou que muitos alunos dependem da refeição escolar como principal alimentação do dia, e que isso tem refletido em resultados positivos, como as mais de 500 notas acima de 900 no ENEM alcançadas por estudantes da rede estadual.

Os R$ 50,2 milhões destinados à ação são provenientes do Tesouro do Estado e contemplam todas as unidades escolares estaduais. A medida reforça o compromisso do governo com a sustentabilidade, a geração de renda no campo e o fortalecimento da economia rural em todo o estado.

A superintendente de Planejamento Operacional da Rede Escolar da SEC, Aline Soares Oliveira, afirmou que a ação contribui para um ciclo de desenvolvimento local. “A agricultura familiar é essencial neste processo, pois permite que o recurso da Educação fique na própria comunidade, gerando renda para o campo e garantindo uma alimentação com 'gosto de casa' e alto valor nutricional para os estudantes de toda a rede”, avaliou.