Cidade / Livros

Advogada fala na ALB sobre o Direito e a Inteligência Artificial

A especialista também lança livro sobre o tema

A advogada e professora  Paola Cantarini estará em Salvador na quarta-feira (10 de julho), para ministrar a palestra ‘Governança de IA e Epistemologias do Sul’. Ela vem a convite da Academia de Letras da Bahia (ALB), onde lança também o livro ‘Direito e Inteligência Artificial: Fundamentos – vol. 5 – Epistemologias do Sul’, uma coletânea de artigos sobre o tema.

O evento acontece a partir das 17h.

Pós-Doutora em Direito, Filosofia, Inteligência Artificial e Sociologia, com doutorado em Direito, Filosofia e Filosofia do Direito, Cantarini fala a partir de uma abordagem inclusiva, democrática e decolonial, dos desafios do Direito nesta nova fase da IA com os modelos fundacionais, além da importância de se pensar na governança como um ecossistema de medidas conjuntas, envolvendo ética, regulação, políticas públicas, design, compliance e boas práticas.

Em seu trabalho, ela levanta questões para os novos tempos, como: Por que regular a IA? Qual o porquê da ética na sua relação com a IA? Inovação é um valor absoluto? Porque da governança e do “compliance” em IA? Qual o papel do Direito?

Aberto e gratuito, o evento é voltado para estudantes e profissionais da área do Direito, da Tecnologia, da Comunicação e para o público em geral.

O objetivo é levantar o debate  acerca da necessidade do uso ético, transparente e responsável da IA. 

“A proposta que melhor se enquadraria neste quadro de problemas complexos da pós-modernidade, de modo a equacionar de forma mais apropriada as externalidades positivas e negativas da IA seria por meio de um modelo de governança de IA modular e procedimental, multinível, multiétnica e multidisciplinar, com ênfase, por outro lado, na questão da diversidade epistêmica e na importância das Epistemologias do Sul, para pensarmos acerca do ecossistema de 'justiças' que se influenciam umas às outras, justiça de dados, justiça algorítmica, de design, ambiental e social, e de forma a fomentar a discussão e o pensamento crítico, a autoconsciência acerca de tais problemáticas, de forma a poder se falar em cidadania ativa, recuperando-se o espaço público e a erosão da ação comunicativa, como aponta Habermas”, destaca Paola Cantarini.