Cinema / Televisão

'Donas do Baba' conclui sua primeira temporada

Produção documental revela histórias de mulheres que têm diferentes relações com o futebol

Foto: Frame do filme
Cinema
Donas do Baba

Vislumbrando o futuro e a imaginação de tempos mais acolhedores para as mulheres, a série documental baiana “Donas do Baba”, exibida pela TVE Bahia, conclui a primeira temporada com seu quinto e último episódio, “Sonhos”. As personagens Rakelly, de 11 anos, e Milena, de 12 anos, que desejam se tornar jogadoras profissionais de futebol, moram em São Francisco do Conde, no interior da Bahia, cidade de um dos clubes de futebol feminino mais tradicionais do país, e participam de um projeto de prática do esporte.

São quatro momentos para assistir, tanto pelo canal televisivo quanto pelo portal www.irdeb.ba.gov.br/tveonline: no dia 5 de abril (segunda-feira), às 20h, com reprises nos dias 7 (quarta-feira), às 7h30, 8 (quinta-feira), às 21h30, e em 11 de abril (domingo), às 18h. Para acompanhar a semana de exibição, a menina Milena participa de uma live na página de Instagram da série (@donasdobaba), no dia 8 de abril, às 19h, numa conversa com a diretora Tais Bichara, para falar ao vivo mais uma vez de seus sonhos, além de como foi participar deste projeto, abrindo também perguntas ao público.

“O futebol para mim é muito importante. Através dele eu posso demonstrar minha arte para o mundo, e também é uma forma de melhorar de condição de vida”, diz a criança Milena Gama. “A série mostra várias histórias diferentes e outras parecidas, mas no mesmo contexto. Elas têm o mesmo sentido e objetivo, que é a divulgação da mulher no futebol”, resume ela.

“Donas do Baba” tem como foco a mulher em suas variadas relações com o futebol. Não se trata de uma investigação sobre o futebol feminino: extrapolando a categoria de gênero do esporte, as histórias partem de personagens que têm esta paixão nacional marcada em suas vidas, e não só dentro de campo.

Com direção de Tais Bichara e Rodrigo Luna, roteiro de Pedro Perazzo e Eric Luis Carvalho, pesquisa de Eric Luis Carvalho e Tais Bichara, direção de fotografia de Liz Riscado, direção de som de Ana Luiza Penna, montagem de Agnes Cajaiba e produção executiva de Amadeu Alban, a série foi realizada através do “Bahia na Tela” – Edital de Chamada Pública para Seleção de Projetos para Pré-Licenciamento de Produções Audiovisuais, promovido pelo Instituto de Radiodifusão Educativa do Estado da Bahia (IRDEB) em parceria com a Agência Nacional de Cinema (Ancine).

Para os de fora da Bahia, vale traduzir que “Baba” é uma expressão popular local que se refere a uma partida informal – os baianos e as baianas “batem um baba” nos campos de seu dia a dia. No contraponto, com olhar aprimorado sobre o tema, Roberta Nina, jornalista e uma das criadoras do canal “Dibradoras”, e Aline Pellegrino, zagueira que atuou pela seleção brasileira e atual coordenadora de Competições Femininas na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), cruzam aparições com relatos em todos os episódios.

EPISÓDIOS – A estreia de “Donas do Baba” aconteceu em 8 de março, com “Jornalista”. O cenário é Turim, na Itália, onde a jornalista esportiva Clara Albuquerque é uma das poucas mulheres na cobertura de um dos maiores clubes do mundo, o Juventus. Coletiva, dia de jogo, programa ao vivo e os bastidores de todas as funções que exerce como um time-de-uma-mulher-só, driblando os preconceitos para ter voz e espaço.

No dia 15 de março, foi a vez de “Torcedoras”, que apresenta duas figuras importantes das arquibancadas de Salvador: Rosicleide Aquino, torcedora icônica do Vitória, e Stéfani Coutinho, presidente das Tricoloucas, torcida organizada do Bahia composta só por mulheres – uma dobradinha que faz jus ao maior clássico do Norte-Nordeste, acompanhando as duas em jogos de seus clubes do coração e conhecendo seus rituais e relações com seus estádios-casa.

No terceiro episódio, “Jogadora”, lançado em 22 de março, “Donas do Baba” vai até Santos, em São Paulo, acompanhar a rotina de Maria Dias, baiana nascida no povoado de Ipirazinho e atacante das Sereias da Vila, time feminino do Santos. O dia a dia de treino e de jogo em um time da 1ª divisão do Brasileirão é revelado, enquanto Maria fala das esperanças e dos dissabores de sua carreira e do futebol brasileiro.

Em “Advogada”, no dia 29 de março, Juliana Camões alterna entre os uniformes de advogada e de goleira. A série a acompanha na aula, na reunião da Comissão de Esportes da OAB e também em um treino do Oxente Futebol Clube, time de advogadas baianas. Seja debaixo da trave ou no escritório, Juliana defende o que acredita e seu direito de ser o que quiser.

Por fim, em “Sonhos”, que estreia em 5 de abril, as personagens Rakelly (11 anos) e Milena (12 anos) desejam se tornar jogadoras profissionais de futebol. Moradoras de São Francisco do Conde, no interior da Bahia, cidade de um dos clubes de futebol feminino mais tradicionais do país, as meninas participam de um projeto de prática do esporte, mas ainda enfrentam muito preconceito e falta de estrutura. Elas são uma porta para a dimensão do sonho, uma outra realidade possível.

Além das datas de lançamento, os episódios serão reprisados três vezes dentro da mesma semana: nas quartas-feiras, às 7h30, nas quintas-feiras, às 21h, e nos domingos, às 18h.

 

DONAS DO BABA

Direção: Tais Bichara e Rodrigo Luna

Série documental | Episódios de 26 minutos

Bahia, Brasil, 2020 | Classificação indicativa: 12 anos

Sinopse: Série documental traz histórias e rotinas de mulheres que têm diferentes relações com o futebol. “Baba” é uma expressão popular baiana que se refere a uma partida informal e marca de onde falamos: Bahia.

Exibição: TVE Bahia ou pelo portal www.irdeb.ba.gov.br/tveonline

 

Episódio “Sonhos”

Estreia: 5 de abril (segunda-feira), 20h

Reprises: 7 de abril (quarta-feira), 7h30 + 8 de abril (quinta-feira), 21h30 + 11 de abril (domingo), 18h

Live com Milena Gama: 8 de abril (quinta-feira), 19h

Em www.instagram.com/donasdobaba

 

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