Política

Rui Costa diz que PT vai trabalhar para ampliar votos a Lula na Bahia

Estratégia inclui reduzir a abstenção, conquistar eleitores de outros candidatos e reverter votos dados a Flávio Bolsonaro

Leia Mais Rápido
Rui Costa afirmou que a base de Lula buscará ampliar a votação do presidente na Bahia no segundo turno, com ações para reduzir a abstenção e conquistar novos eleitores. A estratégia foi discutida em Brasília após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno nacionalmente à frente de Lula.

O senador eleito pela Bahia Rui Costa afirmou que a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende ampliar a votação do petista no estado no segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

A estratégia deverá combinar a busca por novos eleitores, o combate à abstenção e a tentativa de conquistar parte de quem votou no candidato do PL na primeira etapa da eleição.

A mobilização ocorre depois de Flávio terminar o primeiro turno nacionalmente à frente de Lula. Com 99,99% das urnas apuradas, o candidato do PL recebeu 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 53.876.617, ou 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Rui falou com jornalistas nessa segunda-feira (5 de outubro), em Brasília, após participar de uma reunião convocada por Lula para discutir a campanha do segundo turno.

O encontro reuniu governadores, senadores e outras lideranças aliadas. Entre os representantes da Bahia estavam o governador reeleito Jerônimo Rodrigues e os senadores eleitos Rui Costa e Jaques Wagner.

Na avaliação de Rui, o grupo político que venceu as principais disputas majoritárias na Bahia deverá atuar para aumentar a votação de Lula no estado.

“A expectativa é essa. Eu acredito muito nisso porque a comparação vai ficar muito nítida dos dois [Lula e Flávio Bolsonaro]. Porque é muito distante”, afirmou.

Estratégia mira abstenção e novos eleitores

Para Rui, a dinâmica eleitoral muda no segundo turno porque o eleitor passa a escolher entre apenas dois candidatos. Nesse cenário, avalia, a rejeição também pode assumir maior peso na decisão.

“Uma coisa é você ter dez candidatos a presidente e você oferece um leque para o eleitor. Como bem disse aqui o Alckmin, nesse segundo turno é medir rejeição”, afirmou.

Questionado sobre onde estaria o maior potencial de crescimento de Lula na Bahia, Rui apontou duas frentes: conquistar eleitores que escolheram outros candidatos e reduzir a abstenção.

“As duas coisas, um pouco de cada coisa, eu acho, e até reverter alguns que votaram no Flávio”, declarou.

O esforço para diminuir a abstenção também aparece entre as estratégias discutidas nacionalmente pela campanha de Lula para tentar reverter o resultado do primeiro turno.

Sem candidatos proporcionais, foco fica na Presidência

Rui destacou outra diferença entre as duas etapas da eleição. Com as disputas para deputado encerradas, desaparece a mobilização em torno das candidaturas proporcionais, o que, segundo ele, concentra a atenção do eleitor na escolha presidencial.

“No segundo turno não tem colinha de deputado, porque o candidato já foi, ou já perdeu, já ganhou, não tem mais interesse. Então o eleitor vai ter uma relação exclusiva. Ele não precisa levar colinha, vai ter que votar em um número ou outro, acabou”, disse.

Rui Costa e Jaques Wagner foram eleitos para representar a Bahia no Senado.

Debates entram na estratégia

Os debates entre os candidatos também deverão ganhar importância na campanha. Rui considera que o confronto direto permitirá ao eleitor comparar Lula e Flávio Bolsonaro com mais clareza.

“Vai ter debate. Aí, acredito que tanto o Lula como ele vão pro debate, então você vai ter um confronto direto, olho no olho. Então isso é mais fácil para as pessoas compararem”, afirmou.

Lula já manifestou disposição para participar dos debates do segundo turno. A presença dos dois candidatos nos próximos encontros, entretanto, depende da confirmação das respectivas campanhas.

Rui critica trajetória de Flávio Bolsonaro

Ao falar sobre o adversário de Lula, Rui fez críticas à trajetória política e profissional de Flávio Bolsonaro e estabeleceu uma comparação com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Do ponto de vista de imagem, de currículo, ele é pior que o pai [Jair Bolsonaro], porque o pai pelo menos trabalhou um tempo no serviço público, ele nunca trabalhou na vida. O que é que ele fez de ação para o povo?”, questionou.

Rui também afirmou acreditar que aspectos relacionados à trajetória política do ex-presidente terão influência sobre a avaliação do filho pelos eleitores no segundo turno.

“Ele tem todo um histórico de complicações da vida dele, patrimônio, tudo dele é complicado. Então as pessoas vão comparar, ele vai herdar também tudo que o pai foi de ruim”, declarou.