
Cuba voltou a sofrer um apagão nacional nessa segunda-feira (3 de agosto), enquanto técnicos tentavam restabelecer o fornecimento de energia após o colapso registrado na noite anterior. Considerada separadamente, a nova queda foi a sétima interrupção nacional do sistema elétrico cubano neste ano.
Segundo a empresa estatal Unión Eléctrica de Cuba (UNE), condições meteorológicas adversas provocaram perturbações na rede e afetaram unidades geradoras que já haviam sido reconectadas. A companhia, porém, não informou qual fenômeno ocorreu, quais instalações foram atingidas nem divulgou uma avaliação técnica detalhada.
Recuperação em Havana precisou ser reiniciada
Antes do novo colapso, a recomposição avançava em Havana. De acordo com a UNE, 29 circuitos de distribuição haviam sido religados, atendendo cerca de 87.480 consumidores.
A estatal também informou que o fornecimento havia sido restabelecido em 19 hospitais e em serviços essenciais, entre eles sistemas de abastecimento de água. Com a nova falha, a recuperação precisou ser reiniciada.
Como funciona a recomposição do sistema elétrico
O diretor do Centro Nacional de Despacho da UNE, Félix Estrada, explicou que a recuperação ocorre por etapas.
Primeiro, são acionadas fontes capazes de iniciar a geração sem depender do restante da rede, como usinas hidrelétricas e grupos geradores. Em seguida, pequenas áreas são energizadas de forma isolada e gradualmente conectadas.

Essas áreas fornecem a energia necessária para que as usinas termelétricas retomem a operação. Depois disso, as unidades geradoras são sincronizadas até que a rede nacional volte a funcionar de maneira integrada.
Infraestrutura antiga e falta de combustível pressionam a rede
O governo cubano classifica a situação do sistema elétrico como crítica. Entre os fatores apontados estão o envelhecimento das usinas e linhas de transmissão, a baixa capacidade de geração e a dependência de combustível importado.
As autoridades cubanas afirmam que as sanções e restrições impostas pelos Estados Unidos dificultam a compra de petróleo, peças e equipamentos. Além da disputa política sobre as causas da crise, a redução das importações de combustível e o desgaste da infraestrutura aumentam a vulnerabilidade da rede.
