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Incêndios devastam áreas na Grécia (França e Espanha também sofrem)

Ventos fortes dificultam o combate às chamas perto de Atenas; fogo voltou a crescer no sul da França, enquanto novos focos atingiram o norte da Espanha

Os locais mais afetados pelos incêndios florestais, na Europa
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Incêndios avançam na Grécia, com retiradas perto de Atenas e combate dificultado por ventos fortes. França registra reativação de fogo no Var, enquanto a Espanha enfrenta novos focos, apesar da estabilização de grandes incêndios. A área queimada na União Europeia já supera 2025.

Incêndios florestais avançaram neste sábado (1º de agosto), em diferentes regiões da Grécia, onde ventos fortes dificultaram o trabalho dos bombeiros e levaram à retirada de moradores.

A situação mais grave estava nos arredores de Porto Germeno, balneário localizado no Golfo de Corinto, cerca de 60 quilômetros a noroeste de Atenas.

Na França, um incêndio que havia sido controlado voltou a crescer no departamento de Var e obrigou cerca de 2.500 pessoas a deixar a região.

Na Espanha, novos focos foram registrados na província de León, embora alguns dos maiores incêndios das últimas semanas tenham sido estabilizados.

Ventos dificultam combate perto de Atenas

Em Porto Germeno, as chamas avançaram por áreas de floresta e vegetação rasteira. Rajadas superiores a 70 quilômetros por hora limitaram a atuação das equipes em terra e das aeronaves empregadas no combate.

Centenas de pessoas foram retiradas por embarcações da Guarda Costeira e barcos de pesca na região de Agios Vasileios. Ordens de saída também foram emitidas para Agia Paraskevi, Kryo Pigadi e Agios Nektarios.

Quase 500 bombeiros, além de aviões e helicópteros, participavam da operação perto de Porto Germeno.

As autoridades gregas advertiram para risco extremo de incêndios na Beócia, na Ática (região onde fica Atenas) e em Eubeia. A turbulência provocada pelos ventos impediu que algumas aeronaves se aproximassem das frentes de fogo ou recolhessem água com segurança.

Outros incêndios levaram à emissão de alertas de retirada em comunidades próximas a Nafpaktos, no oeste da Grécia.

A nova escalada ocorreu depois de mais de 70 focos terem sido registrados no país em um único dia. Em episódios anteriores, dois bombeiros morreram durante o combate a um incêndio em Creta e um terceiro morreu no Peloponeso.

Moradores e turistas também precisaram deixar comunidades do sul de Creta por terra e por mar.

Fogo volta a crescer no sul da França

No departamento de Var, no sudeste da França, um incêndio considerado controlado três dias antes voltou a se espalhar sob a ação dos ventos mistral.

Cerca de 2.500 pessoas tiveram de deixar a região durante a noite. O fogo já havia atingido aproximadamente 1.800 hectares quando foi novamente estabilizado, mas continuava ativo. Cerca de 1.300 bombeiros permaneciam mobilizados

Na Gironda, no sudoeste francês, o incêndio que atingiu cerca de 42 mil hectares permanecia contido dentro de seu perímetro, mas ainda não era considerado definitivamente estabilizado. Focos subterrâneos e pontos quentes mantinham o risco de retomada das chamas.

O material informa que quase 198 mil pessoas já haviam sido autorizadas a retornar, embora algumas localidades e parte da península de Cap Ferret continuassem sob restrições.

León registra novos incêndios

Na Espanha, a situação variava entre as regiões atingidas. Na província de León, um incêndio começou durante a madrugada, outro permanecia ativo e um terceiro apresentava evolução favorável.

Na vizinha Zamora, o recuo de um incêndio que atingiu cerca de 11 mil hectares permitiu a reabertura de 14 localidades que haviam sido evacuadas.

Em Castellón, no leste do país, o incêndio de Vall d’Uixó foi estabilizado depois de queimar quase 10 mil hectares. Os moradores retirados receberam autorização para voltar para casa.

A polícia investiga a possibilidade de ação criminosa após a identificação de dois pontos distintos de início do fogo. A abertura da investigação não significa que a causa do incêndio tenha sido determinada.

Os grandes incêndios que atingiram áreas de Madri e Ávila, no centro da Espanha, também estavam estabilizados depois de queimarem, em conjunto, mais de 70 mil hectares. Um novo foco próximo ao reservatório de San Juan, a oeste da capital espanhola, foi extinto na sexta-feira, 31 de julho.

Área queimada na União Europeia supera resultado de 2025

Dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, o EFFIS, indicam que 434.976 hectares haviam sido queimados na União Europeia até 29 de julho.

O total superava os 346.836 hectares registrados no mesmo período de 2025 e correspondia a mais do que o dobro da média de longo prazo, informada como 172.186 hectares.

O EFFIS previa perigo extremo ou muito extremo de incêndios em extensas áreas da França, da Península Ibérica, dos Bálcãs e de outras partes da Europa entre 29 de julho e 5 de agosto.

Temperaturas elevadas, escassez de chuva, vegetação seca e ventos fortes criavam condições favoráveis à propagação rápida das chamas.