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Copa do Mundo: Espanha domina e manda Áustria de volta para casa

Seleção espanhola faz 3 a 0 e mantém campanha sem sofrer gols

Foto: Ilustração GPT Imagens IA
Unai Simón: a muralha espanhola
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A Espanha venceu a Áustria por 3 a 0, com dois gols de Oyarzabal e um de Pedro Porro, e avançou às oitavas da Copa. A equipe dominou a posse, manteve a defesa invicta e espera Portugal ou Croácia na próxima fase.

A Espanha venceu a Áustria por 3 a 0 nesta quinta-feira (2 de julho), no Los Angeles Stadium, em Inglewood, na Califórnia, e se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo.

Mikel Oyarzabal marcou aos 36 e aos 89 minutos, e Pedro Porro ampliou aos 66, em uma atuação de amplo domínio espanhol.

Com o resultado, a equipe comandada por Luis de la Fuente segue invicta e sem sofrer gols no torneio. A Espanha agora aguarda o vencedor de Portugal x Croácia, enquanto a Áustria está eliminada da competição.

Como foi a vitória da Espanha

A Espanha confirmou o favoritismo com controle de posse, pressão após a perda da bola e presença constante no campo ofensivo. A equipe já havia tido um gol anulado aos 29 minutos, antes de abrir o placar aos 36, quando Oyarzabal completou jogada pela esquerda.

A Áustria conseguiu resistir durante parte do primeiro tempo, mas teve dificuldade para transformar recuperação de bola em chances claras. A seleção austríaca terminou a partida sem chute no alvo, enquanto a Espanha acumulou volume ofensivo e manteve o goleiro Unai Simón pouco exigido.

No segundo tempo, o domínio espanhol ficou ainda mais evidente. Aos 66 minutos, Pedro Porro apareceu na área e marcou de cabeça após cruzamento de Álex Baena. Segundo o Guardian, foi o primeiro gol do lateral pela seleção espanhola.

O terceiro gol saiu aos 89 minutos. A jogada começou com Unai Simón na saída de bola, passou por troca paciente de passes e terminou com assistência de Marc Cucurella para Oyarzabal, que finalizou para fechar o placar.

Por que a Espanha dominou

A Espanha controlou o jogo em três pontos: circulação de bola, ocupação do meio-campo e amplitude pelos lados. Rodri, Pedri e Dani Olmo ajudaram a manter a posse por dentro, enquanto Cucurella, Baena e Pedro Porro deram profundidade nos corredores.

Quando a Áustria fechou a região central, a Espanha acelerou pelas pontas. Foi assim que surgiram os gols mais importantes: Oyarzabal atacou bem a área, Baena participou da criação do segundo gol e Cucurella foi decisivo na construção do terceiro.

Os números reforçam a leitura do jogo. A Espanha terminou com 65% de posse, 21 finalizações, 10 chutes no alvo e nove escanteios. A Áustria teve cinco finalizações, nenhuma no alvo e nenhum escanteio.

Defesa espanhola segue sem sofrer gols

Além do ataque eficiente, a Espanha manteve uma marca importante: ainda não sofreu gols nesta Copa. Unai Simón chegou à quarta partida sem ser vazado no torneio.

A solidez defensiva ajuda a explicar a força da campanha espanhola. A equipe consegue atacar com muitos jogadores, mas mantém boa cobertura para impedir contra-ataques e recuperar a bola rapidamente.

O goleiro Unai Simón é o novo recordista espanhol em minutos sem sofrer gol em Copas do Mundo e também passou a ser o novo recordista mundial.

Antes do jogo contra a Áustria, Simón estava há 429 minutos sem sofrer gols em Copas. O recorde espanhol era de Iker Casillas, com 476 minutos. Como a Espanha venceu a Áustria por 3 a 0 e Simón completou mais uma partida sem ser vazado, ele passou dos 519 minutos sem sofrer gol, superando Casillas e também Walter Zenga, da Itália, que ficou 517 minutos sem ser vazado. 

Campanha das seleções

A Espanha chegou ao mata-mata após liderar o Grupo H. Na primeira fase, empatou com Cabo Verde por 0 a 0, venceu a Arábia Saudita por 4 a 0 e bateu o Uruguai por 1 a 0.

A Áustria avançou como segunda colocada do Grupo J. A equipe venceu a Jordânia por 3 a 1, perdeu para a Argentina por 2 a 0 e empatou com a Argélia por 3 a 3.

O que vem agora

A Espanha avança às oitavas de final e enfrentará o vencedor de Portugal x Croácia.

A Áustria encerra sua participação depois de uma campanha competitiva, mas sem força suficiente para superar a superioridade técnica espanhola no mata-mata.