Esportes

Jogo pode classificar ou eliminar
o Brasil da Copa do Mundo 2026

Seleção joga nesta quarta-feira (24), às 19h de Brasília, no Estádio de Miami, e mira o primeiro lugar do Grupo C

A Seleção começa a rodada com 4 pontos e saldo de gols +3, empatada em pontos com Marrocos, mas à frente no saldo
A Escócia tem 3 pontos e ainda sonha com a vaga. Para isso, precisa vencer e torcer por ao menos um empate do Marrocos
O Brasil tem vantagem histórica no confronto: em dez jogos contra os escoceses, soma oito vitórias e dois empates

Brasil e Escócia entram em campo nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, em um jogo que vale mais do que a última rodada da fase de grupos. A partida será às 19h, no horário de Brasília, no Estádio de Miami, nome usado pela Federação Internacional de Futebol, a FIFA, para o Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos.

A Seleção Brasileira chega ao jogo com a classificação encaminhada, mas ainda sem garantir oficialmente o primeiro lugar do Grupo C. O time de Carlo Ancelotti soma 4 pontos, depois do empate por 1 a 1 com Marrocos na estreia e da vitória por 3 a 0 sobre o Haiti na segunda rodada.

A Escócia, comandada por Steve Clarke, tem 3 pontos. Venceu o Haiti por 1 a 0 e perdeu para Marrocos pelo mesmo placar. O time europeu ocupa a terceira posição da chave e joga para tentar uma classificação inédita ao mata-mata de uma Copa do Mundo.

A rodada terá dois jogos simultâneos pelo Grupo C: Escócia x Brasil, em Miami, e Marrocos x Haiti, em Atlanta. Isso faz com que cada gol possa alterar a disputa pela liderança, especialmente se Brasil e Marrocos terminarem empatados em pontos.

O que o Brasil precisa

O caminho mais simples para o Brasil é a vitória. Com três pontos, a Seleção chegaria a 7 pontos, garantindo vaga no mata-mata. A equipe também ficaria em boa condição para terminar em primeiro, embora precise observar o resultado de Marrocos contra o Haiti caso os marroquinos também vençam.

Um empate também classifica o Brasil entre os dois primeiros do grupo. Nesse cenário, a Seleção iria a 5 pontos, não poderia mais ser alcançada pela Escócia e ficaria à espera do resultado de Marrocos para saber se avança como líder ou vice-líder.

A derrota é o único cenário que cria risco real. Se perder, o Brasil fica com 4 pontos. Ainda pode avançar como segundo colocado, dependendo de Marrocos x Haiti e dos critérios de desempate, ou como um dos melhores terceiros colocados. Pelo regulamento da FIFA, avançam os dois primeiros de cada grupo e os oito melhores terceiros entre os 12 grupos.

O que a Escócia precisa

Para a Escócia, a vitória é o resultado que muda tudo. Se vencer o Brasil, a equipe chega a 6 pontos, ultrapassa a Seleção Brasileira e praticamente assegura vaga entre os dois primeiros do Grupo C. Dependendo do resultado de Marrocos, pode até terminar na liderança.

O empate leva os escoceses a 4 pontos. Como o novo formato da Copa classifica os oito melhores terceiros colocados, esse resultado pode ser suficiente para colocar a Escócia no mata-mata, mas a confirmação dependeria da comparação com terceiros de outros grupos.

A derrota deixa a Escócia com 3 pontos. Nesse caso, a equipe ainda pode depender da combinação de saldo de gols, gols marcados, pontuação disciplinar e ranking da FIFA, critérios usados para ordenar os melhores terceiros colocados.

Problemas do Brasil

O principal problema brasileiro para o jogo é a ausência de Raphinha. O atacante está fora por lesão muscular na coxa, e Ancelotti precisa escolher o substituto para manter a estrutura ofensiva da Seleção. Rayan treinou como titular e deve ser a única alteração em relação ao time que venceu o Haiti.

O retorno de Neymar ao grupo é uma boa notícia, mas ainda vem com cautela. O atacante foi relacionado depois de se recuperar de um problema na panturrilha, mas não atuou nos dois primeiros jogos da Copa. Ancelotti afirmou que ele está disponível, embora não tenha confirmado se será usado contra a Escócia.

A Seleção também tem dois jogadores pendurados: Casemiro e Douglas Santos. Se levarem cartão amarelo, ficarão fora do próximo jogo em caso de classificação. Isso pesa porque o Brasil pode encarar uma partida física contra uma equipe escocesa que costuma competir com intensidade.

Outro ponto de atenção é o próprio rendimento. Ancelotti reconheceu que a estreia contra Marrocos não foi a melhor atuação do Brasil e disse esperar uma evolução no terceiro jogo. A vitória sobre o Haiti melhorou o cenário, mas o duelo com a Escócia tende a exigir mais paciência e precisão.

Problemas da Escócia

A Escócia chega pressionada por uma história pesada. O país nunca avançou além da fase de grupos em Copas do Mundo, e Steve Clarke disse que conseguir isso pela primeira vez seria “muito especial” para a seleção escocesa.

O time também precisa resolver um dilema tático. Contra Marrocos, adotou uma postura defensiva e cautelosa. Para enfrentar o Brasil, Clarke admitiu que a equipe precisará ter mais posse de bola e presença no ataque, sem perder a organização defensiva.

A produção ofensiva é outro ponto sensível. A Escócia marcou apenas um gol em dois jogos no Grupo C. Isso aumenta a pressão sobre jogadores como McTominay, McGinn, Robertson, Adams e Doak, nomes citados entre os principais da equipe.

Além disso, a Escócia tem jogadores pendurados. Segundo o ge, Curtis, McLean, Hickey e Robertson entram em campo sob risco de suspensão se receberem cartão amarelo. A situação exige cuidado em um jogo que pode ter longos períodos de marcação baixa e duelos individuais contra atacantes brasileiros.

Retrospecto favorece amplamente o Brasil

O retrospecto é muito favorável ao Brasil. Em dez partidas contra a Escócia, a Seleção soma oito vitórias e dois empates. Os escoceses nunca venceram os brasileiros.

Em Copas do Mundo, as seleções já se enfrentaram quatro vezes. Houve empate por 0 a 0 em 1974 e vitórias brasileiras por 4 a 1 em 1982, 1 a 0 em 1990 e 2 a 1 em 1998. O último encontro entre as equipes foi em 2011, em amistoso, com vitória do Brasil por 2 a 0. 

Jogo também mede ambição brasileira

Além da vaga, a partida serve como teste de competitividade para o Brasil. A Seleção quer confirmar a classificação sem depender de contas e, ao mesmo tempo, mostrar que pode crescer em uma Copa mais longa, com fase de 32 avos de final antes das oitavas.

Para Ancelotti, o jogo contra a Escócia também é uma chance de ajustar o ataque sem Raphinha e avaliar o uso de Neymar. O técnico terá de equilibrar urgência, preservação física e controle disciplinar, já que uma suspensão de Casemiro ou Douglas Santos afetaria diretamente a próxima fase.

Do lado escocês, a missão é transformar uma oportunidade histórica em resultado. A equipe sabe que o empate pode bastar, mas uma postura apenas defensiva pode deixar o jogo nas mãos do Brasil. Por isso, a principal pergunta para a Escócia é quanto risco Clarke aceitará correr para buscar a classificação.