
A delegação da seleção brasileira viajará para Cleveland, nos Estados Unidos, onde enfrentará o Egito no sábado (6 de junho), às 19h, no último amistoso antes da Copa do Mundo.
Neymar continuará em Nova Jersey para tratar uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita.
A comissão técnica da seleção brasileira trabalha com a expectativa de contar com o atacante ainda na primeira fase do Mundial. O técnico Carlo Ancelotti afirmou que pretende manter a lista final de 26 convocados.
“Pensamos que ele [Neymar] pode se recuperar para o primeiro jogo. Se não puder, para o segundo jogo. Não temos nenhuma dúvida de que não vamos trocar ninguém”, disse o treinador italiano.
Último teste antes da Copa
A Seleção Brasileira enfrenta o Egito no sábado, 6 de junho, às 19h, no Huntington Bank Field, em Cleveland, nos Estados Unidos, no último amistoso antes da Copa do Mundo de 2026.
A partida ocorre uma semana antes da estreia brasileira no Mundial, marcada para 13 de junho, contra o Marrocos, em Nova Jersey.
O jogo fecha a etapa de ajustes do time de Carlo Ancelotti, que vem de vitória por 6 a 2 sobre o Panamá, no Maracanã. Neymar não viaja para Cleveland, segundo a Reuters, porque segue em tratamento de uma lesão na panturrilha.
O Egito usa o amistoso como último teste antes de sua estreia na Copa, contra a Bélgica, em 15 de junho. A seleção africana está no Grupo G, com Bélgica, Nova Zelândia e Irã.
O principal nome egípcio é Mohamed Salah, do Liverpool. A lista também tem Omar Marmoush, do Manchester City, e Hamza Abdel Karim, atacante de 18 anos ligado ao Barcelona Atletic.

Retrospecto favorece o Brasil
O histórico entre as seleções principais mostra seis jogos e seis vitórias do Brasil, com 18 gols marcados e quatro sofridos. Os encontros começaram em 1960, com três amistosos no Egito, todos vencidos pela Seleção.
O jogo mais lembrado entre Brasil e Egito ocorreu na Copa das Confederações de 2009, na África do Sul. A Seleção venceu por 4 a 3, com gols de Kaká, Luís Fabiano e Juan. Kaká decidiu a partida em cobrança de pênalti nos acréscimos. Pelo Egito, Mohamed Zidan marcou duas vezes e Mohamed Shawky fez o outro gol.
A partida deixou uma curiosidade: o Brasil abriu vantagem, sofreu o empate em dois minutos no segundo tempo e ainda assim venceu. Aquele torneio terminou com título brasileiro.
Em 2012, Brasil e Egito se enfrentaram no torneio olímpico masculino de futebol, em Londres. A Seleção venceu por 3 a 2, com gols brasileiros de Rafael, Leandro Damião e Neymar. O Egito reagiu no segundo tempo, com gols de Aboutrika e Salah.
Esse jogo não entra em todos os bancos de dados da seleção principal, porque o futebol olímpico masculino usa equipes sub-23 com reforços. Mesmo assim, o duelo reforça uma marca: o Egito nunca venceu o Brasil no futebol masculino de seleções nos confrontos mais citados.
O Egito é a maior potência histórica da Copa Africana de Nações, com sete títulos, e disputa em 2026 sua quarta Copa do Mundo. No ciclo atual, a equipe fez 52 jogos, com 30 vitórias, 16 empates e seis derrotas, segundo levantamento do ge.
Apesar da tradição continental, os egípcios ainda buscam sua primeira vitória em Copas. Antes de 2026, participaram das edições de 1934, 1990 e 2018.
O que está em jogo
Para o Brasil, o amistoso serve para ajustar a escalação, observar alternativas sem Neymar e medir a resposta defensiva contra um rival com velocidade pelos lados. Para o Egito, o teste vale como simulação de alto nível antes de enfrentar a Bélgica.
A partida também coloca frente a frente duas camisas tradicionais: o Brasil, maior campeão da Copa do Mundo, e o Egito, seleção mais vitoriosa da África. O retrospecto aponta favoritismo brasileiro, mas o histórico recente mostra que o confronto costuma oferecer gols e sustos.
A Copa do Mundo começará na quinta-feira (11), às 16h, no México. A seleção mexicana enfrentará a África do Sul no estádio Azteca, pela abertura do Grupo A, que também reúne República Tcheca e Coreia do Sul.
A seleção brasileira iniciará sua campanha em 13 de junho, um sábado, às 19h, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O Brasil integra o Grupo C, ao lado de Haiti, Escócia e Marrocos.

