Pedro Oliveira

Nordestina celebra emancipação

Tudo teve início em 1937, com os desbravadores Tertuliano de Souza Pereira e Gregório Batista

Uma extensa e enriquecedora programação sociocultural a ser realizada no dia 9 de maio, marcará o 41º aniversário de independência política de Nordestina, cidade que se originou do município de Queimadas.

As comemorações a data maior da cidade, iniciarão às 5h30 com passeio ciclístico, seguido por uma maratona marcada para às 6h. O café da manhã será servido às 7h, e a cerimonia de hasteamento de bandeiras ocorrerá às 8h.

A inauguração de novas obras está prevista para às 9h, e uma missa em ação de graças será celebrada às 10 h, no Colégio Municipal Tertuliano de Souza Pereira.

A extensa programação elaborada pela equipe da prefeita Eliete Andrade, inclui ainda a apresentação de um bolo de 41 metros, correspondendo a idade da cidade, que será cortado às 18 hs, na Praça de Eventos pelas autoridades e distribuído pelos presentes. Seguida shows musicais com os cantores: Zezo, Tayrone, Manim, Regis Souza, Dory Casa Nova e Narum.

Com uma área territorial de 465,407 km², população de 19.711 habitantes e um comércio em expansão, o município de Nordestina, localizado na área semiárida e integrado ao bioma da caatinga, está situado a 340 km de Salvador.

Ao longo de seus 41 anos de autonomia, registrou um dos maiores índices de crescimento demográfico da Bahia recentemente.

O ex-prefeito Wilson Araújo Matos (Ito), esposo da prefeita reeleita Eliete Andrade, exerceu a administração da cidade em quatro mandatos e é considerado um dos responsáveis pelo bom desenvolvimento do município.

Histórico

Tudo teve início em 1937, quando os desbravadores Tertuliano de Souza Pereira e Gregório Batista decidiram erguer duas casas em uma fazenda destinada à produção da fibra de caruá e da casca de angico.

Naquele período, a fazenda Cajueiro estava situada no município de Queimadas e vivia em constante tensão e medo devido à visita do cangaceiro Lampião e seu bando.

No entanto, os colonizadores enfrentaram os perigos e desafios da seca e se estabeleceram na região para lutar pelo seu desenvolvimento, construindo um armazém e casas comerciais, dando origem ao povoado conhecido como Bloco.

Em 1955, foi promovida à categoria de vila com o nome de Cajueiro. Em 9 de maio de 1985, durante a gestão do ex-governador João Durval Carneiro, a comunidade foi elevada à condição de cidade por meio da lei número 4.449.