Bahia

1,2 milhão de pessoas moram sós
na Bahia (os idosos são a maioria)

É o segundo Estado com maior número de pessoas solitárias

Foto: Ilustração LLama IA
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O avanço dos domicílios unipessoais ocorreu em um contexto de crescimento populacional baixo e envelhecimento da população baiana
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A Bahia alcançou 1,263 milhão de domicílios com apenas um morador em 2025, alta de 15,2% em um ano. O avanço foi puxado principalmente pelos idosos e levou o estado à segunda maior proporção de pessoas morando sozinhas no país.

A Bahia passou a ter 1,263 milhão de domicílios unipessoais em 2025, o equivalente a 22,3% de todas as residências do estado.

O número representa um aumento de 15,2% em relação a 2024, com mais 167 mil pessoas morando sozinhas em um ano, e colocou o estado na segunda posição nacional em proporção de domicílios com apenas um morador, atrás apenas do Rio de Janeiro.

O avanço dos domicílios unipessoais ocorreu em um contexto de crescimento populacional baixo e envelhecimento da população baiana. Em 2025, o estado chegou a 14,850 milhões de habitantes, manteve-se como o quarto mais populoso do país e registrou aumento de apenas 0,1% frente a 2024, o equivalente a mais 21 mil pessoas.

Entre os diferentes tipos de arranjos domiciliares, os domicílios com apenas um morador foram os que mais cresceram numericamente na Bahia e os únicos a ampliar participação no total de residências, tanto na comparação com 2024 quanto em relação a 2012. No ano passado, uma em cada cinco moradias baianas era ocupada por uma única pessoa.

O aumento foi puxado principalmente pela população idosa. Das 167 mil pessoas que passaram a morar sozinhas entre 2024 e 2025, 82 mil tinham 60 anos ou mais, o que corresponde a 49,1% do total. Em um ano, o número de idosos vivendo sozinhos cresceu 19,2% no estado.

Ainda assim, a maior parte das pessoas que moravam sozinhas na Bahia em 2025 estava na faixa de 30 a 59 anos. Esse grupo somava 607 mil pessoas, ou 48,1% do total. Em seguida vinham os idosos, com 508 mil pessoas, equivalentes a 40,2%. Os jovens de 15 a 29 anos representavam 147 mil moradores solitários, ou 11,6% do total.

Na comparação com 2024, o número de pessoas de 30 a 59 anos morando sozinhas subiu 9,6%, passando de 554 mil para 607 mil. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o contingente aumentou 25,6%, de 117 mil para 147 mil.

Os homens eram maioria entre os moradores que viviam sozinhos no estado. Em 2025, eles somavam 733 mil pessoas, o equivalente a 58,0% do total. Nas faixas de 15 a 29 anos e de 30 a 59 anos, os homens eram quase o dobro das mulheres. Entre os idosos, porém, as mulheres predominavam, com 273 mil pessoas, ou 53,7% do grupo de 60 anos ou mais que vivia só.

O crescimento dos domicílios unipessoais fez a Bahia avançar no ranking nacional. Em 2024, o estado ocupava a quinta posição em proporção dessas residências. Em 2025, passou ao segundo lugar, atrás apenas do Rio de Janeiro, onde os domicílios com um único morador representavam 23,5% do total.

Na comparação com 2012, o avanço foi ainda mais expressivo. Naquele ano, a Bahia tinha 592 mil domicílios unipessoais, que correspondiam a 13,5% das residências. Em 13 anos, esse número mais que dobrou, com crescimento de 113,3% e acréscimo de 671 mil unidades.

Ao mesmo tempo, outros formatos domiciliares perderam espaço no estado. Os domicílios nucleares, embora tenham crescido em números absolutos, reduziram sua participação no total. Também houve queda nos arranjos estendidos e compostos, o que reforça a mudança no perfil de moradia da população baiana.

Onde morar sozinho

Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais aparecem entre os estados mais citados por brasileiros quando o assunto é morar sozinho, segundo levantamento da Verisure. Na percepção dos entrevistados, os três destinos se destacam por reunir segurança, qualidade de vida, custo de vida mais acessível, oportunidades de emprego e educação, clima agradável e opções de lazer.

O estudo, realizado pela empresa de alarmes monitorados Verisure, buscou mapear desafios, hábitos e motivações de quem vive sozinho no Brasil. Os dados indicam que a segurança exerce influência direta não apenas na rotina desse público, mas também na forma como ele organiza a vida e escolhe onde morar sem companhia.

A pesquisa reforça uma tendência já observada no país. Morar sozinho tem se tornado uma experiência cada vez mais presente entre os brasileiros, seja por decisão pessoal ou por necessidade. Segundo o levantamento citado, o IBGE registrou aumento de 52% no número de pessoas vivendo sozinhas no Brasil ao longo de 12 anos.

Entre os entrevistados pela Verisure, 6 em cada 10 disseram que moram ou já moraram sozinhos. Outros 14,4% afirmaram que pretendem passar por essa experiência no futuro.

Os principais fatores apontados para essa escolha foram a busca por mais privacidade no cotidiano, mencionada por 59,2% dos respondentes, e a autonomia para conduzir a rotina e tomar decisões, citada por 49%. A melhora na qualidade de vida, incluindo conforto, organização e lazer, foi destacada por 33,6% dos entrevistados.

Para quem pretende morar sozinho pela primeira vez, os participantes também relataram aprendizados e orientações. Entre eles, 62,4% recomendaram aproveitar a liberdade para investir no desenvolvimento pessoal, enquanto 54% ressaltaram a importância de manter cuidados com a saúde e o bem-estar.

Metade dos entrevistados também apontou a proximidade de amigos e familiares como um aspecto importante. Segundo a pesquisa, essa rede de apoio contribui para reduzir a sensação de solidão e ampliar a percepção de segurança no dia a dia.

A segurança também aparece como elemento relevante em decisões de longo prazo. De acordo com o levantamento, 6 em cada 10 respondentes disseram que se mudariam sozinhos para outro estado no futuro, em um movimento associado, para muitos, à procura por locais considerados mais seguros.

Nesse cenário, Santa Catarina foi o estado mais citado, com 32,8%, seguido por Rio Grande do Sul, com 21,4%, e Minas Gerais, com 20,6%. Na avaliação dos entrevistados, esses destinos combinam melhor sensação de proteção com qualidade de vida.

A percepção favorável sobre esses estados, segundo a pesquisa, não se limita à questão da segurança. Os respondentes também associaram esses locais a custo de vida mais acessível, mais oportunidades de emprego e educação e condições ligadas ao clima, ao lazer e à cultura, fatores considerados relevantes para quem deseja viver de forma independente.