Segurança

É golpe! Criminosos estão se passando por seu gerente bancário

Os golpistas costumam afirmar que houve irregularidades na conta

Foto: GPT Imagens IA
O golpe da falsa central telefônica continua sendo aplicado
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Golpistas adaptam o golpe da falsa central telefônica, fingindo ser funcionários de bancos para obter dados e induzir transações. A Febraban alerta que instituições financeiras nunca pedem senhas ou transferências por telefone. Vítimas devem contatar o banco imediatamente e registrar ocorrência.

Criminosos têm adaptado estratégias para aplicar fraudes antigas, como o golpe da falsa central telefônica. A prática envolve ligações em que golpistas se passam por funcionários de bancos e usam técnicas de engenharia social para manipular vítimas e obter dados confidenciais ou induzi-las a realizar transferências.

Fraudadores têm adotado novas formas de abordagem para golpes conhecidos no sistema financeiro. Mesmo com mudanças nas estratégias, a base da fraude permanece a mesma: a engenharia social. A técnica consiste em explorar a confiança e o medo da vítima para que ela revele informações sensíveis ou execute operações que beneficiem grupos criminosos.

Segundo alerta da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), uma das práticas mais frequentes envolve ligações em que os criminosos fingem ser gerentes ou funcionários de instituições financeiras. Em muitos casos, utilizam o chamado spoofing telefônico, recurso que permite mascarar o número de origem da chamada e fazer parecer que a ligação parte do próprio banco ou da agência do cliente.

Durante o contato, os golpistas costumam afirmar que houve irregularidades na conta, como descontos indevidos, clonagem de cartão ou necessidade de atualização de segurança. A partir desse pretexto, solicitam dados pessoais e bancários, incluindo senhas, para realizar ações fraudulentas.

“Nenhum gerente ou funcionário de banco pede senhas, dados financeiros e muito menos que ele faça uma transação bancária para resolver supostos problemas na conta. Se receber este tipo de contato, encerre-o na hora. Se tiver dúvidas, contate os canais oficiais do banco”, alerta Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.

A entidade também reforça que instituições financeiras não solicitam, por telefone, dados pessoais, senhas, atualizações de sistema, chaves de segurança nem pedidos de pagamento ou estorno de transações. Quando um banco entra em contato com o cliente, já possui as informações necessárias para confirmar dados ou comunicar procedimentos.

As senhas pessoais e códigos de segurança gerados por aplicativos bancários são de uso exclusivo do cliente e não devem ser compartilhados. Especialistas recomendam que essas informações jamais sejam fornecidas durante ligações telefônicas, inseridas em links recebidos por mensagens ou digitadas em respostas a e-mails.

Caso o cliente perceba que foi vítima de fraude, a orientação é comunicar imediatamente o banco para que sejam aplicadas medidas de segurança, como bloqueio do aplicativo e da senha de acesso. Também é recomendado registrar um boletim de ocorrência para formalizar o caso.