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Carnaval de Salvador: 183 pessoas têm traumas no rosto e pescoço

O número se refere aos quatro primeiros dias de folia

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Os módulos do Carnaval de Salvador realizaram 183 atendimentos por traumas de face e pescoço nos quatro primeiros dias de 2026, queda de 13% ante 2025. A redução acompanha menos agressões físicas. Oito equipes especializadas atuam nos circuitos para garantir resposta rápida e reduzir sequelas.

Os módulos de saúde do Carnaval de Salvador contabilizaram 183 atendimentos por traumas de face e pescoço até a manhã de segunda-feira (16), nos quatro primeiros dias da festa em 2026.

O número representa queda de 13% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 211 registros.

A redução acompanha a diminuição de 13,5% nos casos associados a agressões físicas. O dado reforça o perfil assistencial observado no balanço geral do evento, marcado principalmente por ocorrências leves e situações típicas de grandes aglomerações, como intoxicação alcoólica, dores nos membros inferiores, cefaleia, náuseas e vômitos.

A rapidez no atendimento é considerada decisiva para evitar complicações. Protocolos indicam que intervenções realizadas nos primeiros 30 minutos após o trauma podem reduzir em até 90% o risco de deformidades faciais permanentes, além de limitar prejuízos funcionais e estéticos.

De acordo com Antônio Lucindo, coordenador das equipes de bucomaxilofacial da Secretaria Municipal da Saúde, a atuação dos profissionais dentro dos circuitos contribui para a eficiência do serviço. “A atuação imediata das equipes permite estabilizar o paciente no próprio local da ocorrência, reduz significativamente o risco de sequelas e diminui a necessidade de transferência para unidades de maior complexidade. Isso gera impacto direto tanto para o paciente quanto para a organização da rede de saúde”, afirma.

Após o atendimento inicial, pacientes que necessitam de acompanhamento especializado são encaminhados a hospitais públicos ou privados, onde permanecem em monitoramento clínico. A recuperação pode se estender por até 60 dias, conforme a gravidade da lesão.

Neste ano, a Secretaria Municipal da Saúde disponibiliza oito equipes de cirurgiões bucomaxilofaciais de plantão. Seis atuam fixamente nos módulos da Montanha, Piedade, Farol da Barra, Milton Santos, Shopping Barra e Campo Grande. Duas equipes móveis operam com motolâncias para garantir atendimento ágil nos pontos de ocorrência.