
Os módulos de saúde do Carnaval de Salvador contabilizaram 183 atendimentos por traumas de face e pescoço até a manhã de segunda-feira (16), nos quatro primeiros dias da festa em 2026.
O número representa queda de 13% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 211 registros.
A redução acompanha a diminuição de 13,5% nos casos associados a agressões físicas. O dado reforça o perfil assistencial observado no balanço geral do evento, marcado principalmente por ocorrências leves e situações típicas de grandes aglomerações, como intoxicação alcoólica, dores nos membros inferiores, cefaleia, náuseas e vômitos.
A rapidez no atendimento é considerada decisiva para evitar complicações. Protocolos indicam que intervenções realizadas nos primeiros 30 minutos após o trauma podem reduzir em até 90% o risco de deformidades faciais permanentes, além de limitar prejuízos funcionais e estéticos.
De acordo com Antônio Lucindo, coordenador das equipes de bucomaxilofacial da Secretaria Municipal da Saúde, a atuação dos profissionais dentro dos circuitos contribui para a eficiência do serviço. “A atuação imediata das equipes permite estabilizar o paciente no próprio local da ocorrência, reduz significativamente o risco de sequelas e diminui a necessidade de transferência para unidades de maior complexidade. Isso gera impacto direto tanto para o paciente quanto para a organização da rede de saúde”, afirma.
Após o atendimento inicial, pacientes que necessitam de acompanhamento especializado são encaminhados a hospitais públicos ou privados, onde permanecem em monitoramento clínico. A recuperação pode se estender por até 60 dias, conforme a gravidade da lesão.
Neste ano, a Secretaria Municipal da Saúde disponibiliza oito equipes de cirurgiões bucomaxilofaciais de plantão. Seis atuam fixamente nos módulos da Montanha, Piedade, Farol da Barra, Milton Santos, Shopping Barra e Campo Grande. Duas equipes móveis operam com motolâncias para garantir atendimento ágil nos pontos de ocorrência.


